Após passagem pela fronteira, caçada de 6 anos a André do Rap atravessa Bolívia
Apontado como uma das principais lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, voltou ao radar das forças de segurança após uma operação policial na Bolívia que terminou com a prisão de supostos integrantes ligados à facção.
Foragido desde 2020, ele é procurado há seis anos e já foi alvo de investigações que apontaram movimentações na fronteira com Mato Grosso do Sul.
A trajetória de fuga atribuída ao criminoso passou pela faixa que divide os territórios brasileiro e paraguaio, antes de chegar ao território boliviano.
Investigações citadas por autoridades do país vizinho indicaram que André do Rap teria sido enviado pelo PCC para atuar na região de Amambay, no Paraguai, área próxima a Mato Grosso do Sul, em uma articulação interna da facção.
Na época, ele foi apontado como responsável por uma espécie de “missão de paz” para tentar reduzir conflitos entre integrantes do grupo criminoso e reorganizar atividades relacionadas às rotas de tráfico.
As informações faziam parte de relatórios de inteligência e foram divulgadas por autoridades e veículos de comunicação paraguaios.
Anos depois, a Bolívia passou a aparecer como um dos principais caminhos investigados na busca pelo foragido.
Santa Cruz de la Sierra, cidade boliviana localizada a cerca de 654 quilômetros de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, é refúgio favorito dos chefões do PCC.
A área é considerada estratégica por sua posição logística no transporte internacional de drogas.
Na operação mais recente, equipes da Polícia Civil de São Paulo foram até a Bolívia em busca de André do Rap, mas ele não foi localizado.
A ação resultou na prisão de dois homens apontados como integrantes da estrutura ligada ao PCC, conforme apuração de Josmar Jozino, colunista do UOL.
Entre os presos está Márcio Barbosa da Silva, conhecido como “Beiço de Mula”, pego no sábado (19), além de Roberto Prieto Filho, o “Betinho da Baixada”, que desembarcou nesta tarde no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) e é investigado por ligação com André do Rap e que era procurado desde 2022.
A procura pelo homem que “deu baile” nas forças de segurança brasileiras começou em outubro de 2020, após ele deixar a prisão beneficiado por uma decisão judicial posteriormente revogada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
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