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Trump amplia investigação sobre eleitores estrangeiros antes das eleições legislativas

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Trump amplia investigação sobre eleitores estrangeiros antes das eleições legislativas

O governo de Donald Trump emitiu mais de 100 intimações para obter registros de dezenas de milhares de eleitores em pelo menos 13 estados americanos, em busca de indícios de votação ilegal por não cidadãos antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos .

Segundo levantamento da agência Reuters, a ofensiva é mais ampla do que se conhecia publicamente e pode alimentar contestações de resultados apertados, embora não haja evidências de fraude generalizada capaz de alterar eleições.

A maioria das intimações foi enviada nos últimos três meses a autoridades eleitorais estaduais e locais, incluindo redutos democratas como Califórnia, Minnesota e Pensilvânia.

A iniciativa ganhou força após tribunais barrarem outras tentativas do governo de obter cadastros eleitorais.

O Departamento de Justiça processou 30 estados que se recusaram a fornecer listas com dados pessoais dos eleitores, enquanto agentes federais também realizaram abordagens para investigar a situação migratória de moradores.

Em 21 de outubro, um juiz suspendeu grande parte dessas operações em nove estados.

As intimações oferecem ao governo uma via alternativa para obter informações eleitorais.

Especialistas, no entanto, temem que os dados sejam usados para questionar a legitimidade de resultados apertados e atrasar a certificação de vencedores.

O risco ganha relevância diante da disputa pelo controle do Congresso: os democratas precisam conquistar quatro cadeiras no Senado e cinco na Câmara dos Representantes para assumir a maioria nas duas Casas.

Continua após a publicidade Na Califórnia, um dos principais focos da disputa, o Departamento de Justiça alegou neste mês que mais de 20 mil pessoas que provavelmente não seriam cidadãs receberam cédulas pelo correio e pediu que seus votos não fossem contabilizados até a verificação da cidadania.

Autoridades estaduais rejeitaram a exigência e contestaram a confiabilidade da lista federal.

Em uma análise de 200 registros, quase 40% pareciam pertencer a pessoas nascidas nos Estados Unidos.

Em Nevada, autoridades federais inicialmente apontaram quase 16 mil possíveis não cidadãos nos cadastros eleitorais, mas reduziram o número para menos de 200.

Uma análise posterior das autoridades estaduais concluiu que todos os nomes restantes correspondiam a cidadãos americanos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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