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Vítimas da repressão do Irã amargam sequelas e esquecimento

UOL Notícias ·
Vítimas da repressão do Irã amargam sequelas e esquecimento

Vítimas da repressão do Irã amargam sequelas e esquecimento - Após as revoltas de janeiro de 2026, feridos lidam com amputações, lesões permanentes e trauma psicológico, enquanto o regime iraniano mantém truculência, inclusive com aumento de execuções, em meio à guerra.Em janeiro de 2026, semanas antes de Estados Unidos e Israel iniciarem os ataques contra o Irã, milhares de iranianos arriscaram a própria vida na maior e mais disseminada revolta popular já enfrentada pelo regime de Teerã.

Os protestos começaram em dezembro de 2025 em meio a queixas sobre as dificuldades econômicas, mas logo ganharam amplitude e intensidade.

As forças de segurança do regime, compostas por integrantes do Ministério da Inteligência, da milícia Basij e da Guarda Revolucionária Islâmica, enfrentaram os manifestantes nas ruas com disparos de armas de fogo e agressões físicas.

A magnitude da repressão provocou condenação internacional. Em determinado momento, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou realizar ataques militares contra o regime em resposta à violência adotada, dizendo aos manifestantes que "a ajuda está a caminho".

Mas a ajuda nunca chegou. À medida que a guerra avançou, a truculência do regime foi ofuscado, e o apoio à população iraniana saiu da pauta internacional.

Não há números precisos sobre o total de mortos ou feridos nos protestos de janeiro de 2026. As autoridades iranianas estimam o número de mortos em mais de 3.100.

No entanto, a Anistia Internacional destaca que, devido ao bloqueio da internet durante os protestos, à escala da repressão e à pressão exercida sobre as famílias das vítimas, o número real de mortes provavelmente é muito maior.

A organização Human Rights Activists no Irã (HRANA), sediada nos Estados Unidos, confirmou mais de 7.000 mortes e investiga milhares de outros casos.

Sete meses após a repressão sangrenta, as vítimas lidam com feridas permanentes, além da perda de oportunidades de trabalho e estudo.

Obter informações de dentro do Irã é difícil e perigoso, e os entrevistados da DW optaram por usar pseudônimos por razões de segurança. A reportagem conseguiu entrar em contato com as vítimas por meio de redes de organizações de direitos humanos.

Um dos manifestantes, Massoud, foi enterrado há poucos dias, após passar meses sofrendo com ferimentos não tratados adequadamente. Ele havia sido atingido por centenas de chumbinhos durante manifestações em uma cidade nos arredores de Teerã.

Segundo parentes, que não quiseram revelar sua localização exata, Massoud foi atingido inicialmente na cabeça. Em seguida, um agente à paisana atirou em sua coxa e chutou repetidamente o ferimento, deslocando o fêmur da articulação do quadril.

Massoud lutou por meses contra as lesões. Seus familiares arrecadaram dinheiro para seu tratamento em casa, e ele passou por várias cirurgias, mas a infecção continuava a retornar e se espalhar. Nos últimos dias de vida, recusou novos tratamentos médicos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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