Como redes sociais reagiram à 'sessão de guerra' no STF - e o que isso pode sinalizar para a eleição
As redes sociais acompanharam atentas a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de terça-feira (16/9), que terminou suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino .
Assim, o Brasil ainda não sabe se os ministros vão aprovar ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes a respeito de suas conversas suspeitas com o banqueiro Daniel Vorcaro .
Mas o início do julgamento que toca na crise sem precedente s vivida no Supremo movimentou com intensidade o ambiente digital no país, levando a sentimentos de frustração e a uma polarização maior no debate, segundo análises de redes sociais feitas por diferentes empresas de monitoramento.
O cientista de dados Sergio Denicoli, diretor da AP Exata, diz que se consolidou nas redes, com a sessão, uma guerra de narrativas.
De um lado, uma consolidação da negatividade muito forte em torno do ministro Alexandre de Moraes; do outro, um aumento da discussão sobre seletividade do ministro André Mendonça para beneficiar de alguma forma Flávio Bolsonaro.
E, no meio, um eleitor de centro, indeciso e apático em relação ao país.
"O que aconteceu é que as pessoas que viram ontem ficaram muito decepcionadas com a política", diz Denicoli.
A AP Exata faz uma análise com base em perfis nas redes separados por ideologia, de esquerda, direita ou centro, observando como eles se comportam durante eventos importantes como o de terça.
No campo de centro (que reúne também pessoas de centro-esquerda não petista ou de centro direita não bolsonarista), a discussão eleitoral esteve "vazia" ou em silêncio.
"A gente observa nesse espectro que na sessão de ontem não houve mudança nas menções ou sentimentos em relação aos candidatos", explica Denicoli.
Segundo ele, o histórico das redes mostra que esse eleitor chegou a se aproximar de Flávio Bolsonaro no início da campanha, mas se afastou com avanço das investigações do caso Master sobre o filho do ex-presidente .
Também chegou a se aproximar de Lula, mas de descolou com revelações sobre o filho do presidente, Lulinha, investigado pela Polícia Federal por crimes como tráfico de influência. Agora, segue sem estar ligado a ninguém.
"Esse eleitor não está encantado nem pelo Lula nem pelo Flávio e isso ficou claro ontem", diz o analista.
"Foram as militâncias que atuaram. Mas o eleitor de centro, moderado, ficou calado em relação aos candidatos. Isso mostra uma apatia e um distanciamento das eleições", analisa Denicoli.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.