A eleição não está decidida: 2022 mostra que é possível virar o jogo
Veja: Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno da eleição de 2026 com 2.224.965 votos a mais do que Lula.
Na teoria, ele leva a maior parte dos votos de Renan Santos, que recebeu 2.675.887 votos, e conta ainda com o apoio de Ronaldo Caiado, que teve 2.605.148 votos, de Romeu Zema, com 326.488 votos, e de Augusto Cury, que recebeu 3.448.569 votos.
Somados, esses números podem dar a impressão de que a eleição está resolvida.
Mas será mesmo? Vamos aos fatos.
Em 2022, a situação era inversa.
Lula terminou o primeiro turno com 6.187.159 votos a mais do que Jair Bolsonaro.
Além da vantagem nas urnas, recebeu o apoio de Simone Tebet, que havia conquistado 4.915.423 votos, de Ciro Gomes, com 3.599.287 votos, e de Soraya Thronicke, que recebeu 600.955 votos.
Eram quase 9,2 milhões de votos conquistados por candidatos que não chegaram ao segundo turno e que declararam apoio a Lula.
Na teoria, essa combinação deveria garantir uma vitória tranquila.
Mas a eleição não funciona como uma simples operação matemática.
No segundo turno, Bolsonaro mobilizou sua base política, ampliou a ofensiva eleitoral e utilizou a força da máquina pública em busca da reeleição.
Apesar de Lula contar com uma vantagem expressiva no primeiro turno e com o apoio de importantes candidatos derrotados, o resultado final foi muito mais apertado: Lula venceu com 60.345.999 votos, contra 58.206.354 de Bolsonaro, uma diferença de apenas 2.139.645 votos.
Isso significa que Bolsonaro reduziu em mais de 4 milhões de votos a vantagem que Lula havia construído no primeiro turno.
O apoio de outras lideranças e a soma dos votos obtidos na primeira etapa não se converteram automaticamente em votos para o candidato apoiado.
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