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Contas de luz disparam 8% e guiam maior inflação para setembro desde 2021

UOL Economia ·
Contas de luz disparam 8% e guiam maior inflação para setembro desde 2021

A inflação ganhou força após a deflação registrada em agosto e foi de 0,82% em setembro, apontam dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estimulada pela disparada do preço das contas de luz, a variação é a maior para o mês desde 2021.

Inflação de setembro foi a maior para o mês desde 2021 (+1,16%). A variação de 0,82% supera as expectativas do mercado financeiro (+0,6%) e representa uma aceleração ante a deflação de 0,32% registrada em agosto. Em setembro do ano passado, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,48%.

IPCA acumulado em 12 meses volta a estourar o teto da meta. Entre outubro do ano passado e setembro deste ano, a inflação totaliza 4,58%. O resultado interrompe os três meses de queda do índice acumulado e coloca o IPCA novamente acima do limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para a meta de 3% estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Banco Central elevou a chance de a inflação estourar a meta para 90%. A estimativa foi apresentada pelo Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre. No documento, a autoridade monetária manteve em 5,2% a estimativa de alta acumulada do IPCA deste ano. Para o mercado financeiro, o IPCA vai finalizar o ano em 5,01% .

As tarifas de energia elétrica residencial guiaram a inflação de setembro. A alta de 7,98% das contas de luz no mês passado considera a volta das cobranças sem os descontos concedidos pelo "Bônus de Itaipu", que abateu R$ 872,1 milhões nas contas de 83,8 milhões de consumidores em agosto, quando as tarifas recuaram 7,63%.

Bandeira tarifária amarela manteve peso no bolso dos consumidores. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) optou pela manutenção da cobrança adicional de R$ 1,885 nas contas a cada 100 kWh consumidos. A reguladora justifica que a escassez hídrica ainda exige o acionamento das usinas termelétricas, que geram energia com um custo maior do que o das hidrelétricas.

Inflação oficial é calculada a partir de 377 produtos e serviços. A escolha dos itens tem como base o consumo das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. O cálculo final considera um peso específico para cada um dos itens analisados pelo indicador.

IPCA abrange a evolução dos preços em nove grandes grupos. As análises consideram as variações apresentadas por itens das áreas de alimentação e bebidas, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

Análise mensal é realizada nos grandes centros urbanos do Brasil. Para isso, o IBGE realiza as coletas de preços nas regiões metropolitanas de Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e do Distrito Federal. Também há pesquisadores nos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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