Diesel nos EUA sobe 70% e resiste a medidas de Trump
O preço do diesel nos EUA permanece perto do recorde, apesar de duas medidas de Donald Trump para ampliar a oferta de combustível, informou a NBC News.
A média nacional chegou a US$ 6,28 por galão na quinta-feira (8), de acordo com a AAA. O valor subiu 70% desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
A Casa Branca contesta essa avaliação e diz que os compromissos anteriores não se destinavam especificamente a produtos refinados. O governo afirma ter negociado a antecipação de volumes de diesel, com distribuição imediata.
Trump também autorizou o uso de diesel tingido de vermelho em estradas até o fim do ano. O combustível é igual ao diesel comum, mas a cor identifica que ele é isento do imposto federal de US$ 0,244 por galão.
Varejistas e distribuidoras evitam vender o produto para caminhões por dúvidas tributárias e risco de multas entre Estados. John Tirado, da fornecedora Summa Energy, chamou o plano de "um curativo para um problema muito maior".
As guerras no Irã e na Ucrânia restringiram a oferta global de combustíveis, sobretudo de derivados refinados. Caspian Conran, economista da Baringa, afirma que as medidas podem trazer "provavelmente algumas semanas de alívio", mas não uma solução duradoura.
O preço alto do diesel amplia a pressão sobre Trump antes das eleições legislativas de 3 de novembro. Custo de vida é a principal preocupação dos eleitores, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, que também aponta 32% de aprovação para o presidente.
A alta atinge especialmente agricultores, caminhoneiros e moradores de áreas rurais, bases tradicionais do Partido Republicano. Bob McNally, da Rapidan Energy Group, afirma que uma recessão ou o fim duradouro das guerras pode fazer os preços do petróleo caírem.
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