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Fim da escala 6×1 pode consumir até 15% do lucro de empresas do agro, vê BTG; veja quem está mais exposto

Money Times ·

O fim da escala 6×1 no Brasil pode representar uma pressão relevante sobre a rentabilidade de empresas ligadas ao agro , mesmo quando o aumento das despesas parece pequeno em relação ao faturamento.

Em alguns casos, os custos adicionais com mão de obra podem consumir dois dígitos do lucro líquido projetado para 2027, segundo análise do BTG Pactual .

No relatório The Price of a Shorter Week (O preço de uma semana mais curta), publicado em 16 de outubro, o banco avalia os efeitos da proposta que prevê o fim da escala 6×1, com dois dias de descanso semanal remunerado e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

Entre as companhias analisadas, a MBRF (MBRF3) , a JBS ( JBSS32 ) e as usinas de açúcar e etanol estão entre as mais expostas.

O risco, porém, não se distribui de maneira uniforme: além da quantidade de trabalhadores necessária para manter as operações, a capacidade de repassar custos aos preços e a rentabilidade atual de cada negócio são determinantes para dimensionar o impacto.

O BTG calcula os custos anualizados em um cenário de implementação integral da mudança.

Para chegar às estimativas, o banco considera que as horas de trabalho reduzidas precisarão ser repostas, elevando o custo por hora trabalhada em 10%.

No caso das produtoras de açúcar e etanol, a premissa é mais severa, diante da necessidade potencial de ampliar as equipes para reorganizar os turnos.

O banco também apresenta um cenário em que apenas metade do aumento de custos estimado se materializa, mais próximo do efeito esperado da redução inicial da jornada de 44 para 42 horas semanais.

Portanto, os números não devem ser interpretados como despesas que necessariamente serão integralmente registradas pelas empresas já em 2027.

Frigoríficos: MBRF tem maior exposição proporcional ao fim da escala 6×1 Entre as empresas de proteínas, a MBRF aparece como a mais vulnerável em termos proporcionais, com um custo adicional anual estimado em R$ 824 milhões.

O valor equivale a 6,8% do Ebitda consolidado projetado pelo BTG para 2027.

Na JBS, a despesa adicional pode alcançar R$ 1 bilhão por ano, mas representa uma parcela menor do resultado operacional: 3,2% do Ebitda estimado.

Já para a Minerva Foods ( BEEF3 ), o banco calcula um impacto de R$ 104 milhões, ou 2% do Ebitda projetado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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