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'É difícil levar policiais ao banco dos réus, mas mais difícil é a Justiça ser justa', diz mãe de vítima do massacre de Paraisópolis após decisão por júri

G1 São Paulo ·
'É difícil levar policiais ao banco dos réus, mas mais difícil é a Justiça ser justa', diz mãe de vítima do massacre de Paraisópolis após decisão por júri

Oito homens e uma mulher morrem pisoteados em baile funk em Paraisópolis, em São Paulo A Justiça de São Paulo decidiu que 12 policiais militares acusados pelas mortes de nove jovens durante uma ação policial no baile da DZ7, em Paraisópolis, na Zona Sul da capital, serão julgados pelo Tribunal do Júri.

A decisão foi assinada na segunda-feira (17) pela juíza Ana Luisa Marcondes Esteves, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal.

A decisão foi recebida com alívio, mas também com preocupação por familiares das vítimas.

Eles questionam se o julgamento será capaz de responsabilizar todos os envolvidos na operação que terminou com a morte dos jovens.

Maria Cristina Quirino Portugal é mãe de Denys Henrique Quirino Silva, de 16 anos, uma das nove vítimas.

Ela atua no movimento de familiares das vítimas do massacre, "Os 9 que Perdemos".

Para Cristina, a decisão representa uma conquista depois de quase sete anos de espera, mas o histórico de julgamentos envolvendo policiais aumenta o temor de uma nova frustração.

“A gente sabe que é muito difícil levar policiais para o banco dos réus.

E mais difícil ainda é fazer a Justiça ser justa com a gente quando chega nesse momento.

Eu digo isso porque recentemente eu acompanhei o caso do menino Guilherme, que foi uma crueldade sem tamanho também.

Mais uma vida que foi derrubada, e os réus, sendo policiais e ex-policiais, saíram impunes.

E não é o primeiro júri que eu acompanho que saem absolvidos.

Está acontecendo uma grande inversão de valores nesse momento de juízo.” Cristina citou o caso de Guilherme Silva Guedes, adolescente de 15 anos morto em junho de 2020, na Zona Sul de São Paulo.

Em julgamento recente, o Tribunal do Júri da capital absolveu os ex-policiais militares Adriano Campos e Gilberto Rodrigues, acusados de participação na morte do adolescente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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