Da praia para a cidade e da cidade para a praia: veja cinco formas de usar uma peça em diferentes situações
Com uma rotina que mistura diferentes ambientes, horários e compromissos, cresce o interesse por peças capazes de acompanhar mudanças sem perder conforto, funcionalidade e identidade, seja na praia ou na cidade.
Para Karine Strapazzon, especialista em modelagem e fundadora da Arsie, uma peça realmente versátil precisa ser pensada para funcionar em diferentes situações.
“Quando desenvolvemos uma peça que permite diferentes formas de uso, precisamos considerar como cada possibilidade vai interferir no desenho, na proporção e no caimento. A versatilidade precisa estar prevista na modelagem, não pode ser apenas uma possibilidade criada depois”, afirma.
A amarração é uma das formas mais diretas de transformar uma peça sem precisar acrescentar outros elementos ao look. O pareô, por exemplo, pode ganhar diferentes formatos e proporções de acordo com a maneira como é amarrado.
“O pareô é um bom exemplo de como a modelagem e a forma de vestir trabalham juntas. A mudança na amarração altera o desenho da peça e permite criar diferentes propostas a partir do mesmo modelo”, explica Karine.
Uma peça não precisa ficar limitada ao ambiente em que costuma ser usada. A túnica, tradicionalmente associada à praia, pode ganhar uma proposta mais urbana quando combinada com calças, shorts, acessórios ou outras camadas.
“Quando pensamos em uma peça que pode transitar entre diferentes momentos, precisamos considerar como ela vai se comportar fora do contexto original. A túnica pode assumir outra leitura quando combinada com outras peças, sem deixar de ter a identidade de uma roupa leve e confortável”, afirma a especialista.
A versatilidade também pode estar nos detalhes da construção. No maiô de alças longas, por exemplo, diferentes formas de amarração alteram o desenho da peça e criam novas possibilidades de uso.
“Quando a construção já prevê diferentes formas de amarração, a transformação acontece de maneira natural. O desafio é garantir que, mesmo mudando a forma de vestir, a peça continue confortável e tenha um bom caimento”, explica Karine.
A possibilidade de alternar entre diferentes formas de uso também amplia o papel de uma peça no guarda-roupa. Uma camisa longa, por exemplo, pode funcionar como sobreposição quando aberta ou ganhar outra leitura quando fechada, inclusive sendo usada como vestido.
“A mesma peça pode desempenhar funções diferentes dependendo de como é usada. Quando a modelagem considera essas possibilidades, a roupa consegue acompanhar diferentes momentos sem precisar perder sua estrutura”, comenta Karine.
Alguns modelos são desenvolvidos para que a própria pessoa possa escolher como quer usá-los. Um top com diferentes opções de amarração, por exemplo, permite alterar o desenho da peça a partir da maneira como ela é posicionada no corpo.
“Quando a roupa oferece diferentes formas de vestir, existe uma participação maior de quem usa na construção do próprio look. Pequenas mudanças no posicionamento podem alterar o resultado, mas é importante que a peça tenha sido desenvolvida para acompanhar essas possibilidades”, afirma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.