Lula ampliou espaço do Centrão para isolar Flávio em 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem construindo desde 2023 uma relação com partidos do Centrão que não dependesse de uma adesão formal à sua candidatura.
A estratégia combinou cargos na Esplanada, liberação de emendas e negociações nos Estados.
Lula abriu espaço e, ao mesmo tempo, negociou alianças regionais que ajudaram a manter essas siglas sem compromisso nacional com seu principal adversário na disputa presidencial.
O resultado aparece com as convenções partidárias concluídas.
Flávio chega à eleição sem o apoio nacional do bloco que reúne parte das maiores bancadas do Congresso.
Lula não conseguiu transformar a aproximação em uma coalizão homogênea, mas manteve formalmente o Centrão neutro no pleito.
A neutralidade vale quase tanto quanto um apoio formal.
Sem parte relevante dos partidos do Centrão, Flávio tem menos tempo de propaganda na TV e no rádio e menos palanques estaduais.
PRIMEIRO MOVIMENTO FOI NO GOVERNO A negociação começou antes de a eleição de 2026 entrar no calendário.
Em setembro de 2023, depois de 2 meses de tratativas, Lula ampliou a Esplanada para acomodar partidos que haviam entrado na base do governo.
Márcio França (PSB) assumiu o recém-criado Ministério do Empreendedorismo para que Silvio Costa Filho (Republicanos) ficasse com Portos e Aeroportos.
André Fufuca (PP) foi para o Esporte.
A Esplanada chegou a 38 ministérios, perto dos 39 do governo Dilma Rousseff (PT).
O movimento ganhou outra dimensão no fim de 2024.
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