À CNN, Zelensky pede sistema Patriot dos EUA para deter ataques russos
A Ucrânia possui apenas um décimo dos mísseis interceptadores de que necessita urgentemente dos EUA para conter a crescente onda de ataques russos com mísseis balísticos, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à CNN em entrevista, acrescentando que passa seus dias em “milhões” de telefonemas e negociações discretas com aliados para obter mais suprimentos.
Os ataques balísticos russos aumentaram rapidamente nas últimas semanas, atingindo a capital, Kiev, à medida que Moscou tira proveito dos estoques quase zerados de mísseis interceptadores Patriot da Ucrânia.
Zelensky afirmou que um décimo do atual estoque dos EUA seria suficiente para deter todos os ataques balísticos russos , mas que 5% bastariam para permitir que a Ucrânia atravessasse o inverno.
Leia Mais Trump diz que a Ucrânia terá permissão para fabricar mísseis Patriot Ataques russos contra a Ucrânia deixam pelo menos dois mortos Trump concorda em dar à Ucrânia licenças para mísseis Patriot, diz Zelensky “Este ano, temos duas vezes e meia menos interceptadores do que tínhamos em 2025”, disse ele.
“A Rússia tem duas vezes mais mísseis balísticos por mês do que tinha antes”, acrescentou.
Julho foi o mês mais letal para civis ucranianos desde abril de 2022, segundo as Nações Unidas.
“Há ataques todas as noites, e quatro ou cinco vezes por mês sofremos ataques em massa… noites terríveis.
Pessoas realmente muito heroicas e resilientes.
Mas elas estão cansadas”, disse o presidente ucraniano.
Ele acrescentou que, se os EUA “nos venderem 5%, passaremos pelo inverno e salvaremos vidas.
Se puderem nos vender 10%, destruiremos todos os mísseis balísticos russos.
Eu tenho 1%”.
Existe uma escassez global desses mísseis devido à guerra dos EUA com o Irã, conflito no qual os EUA e os países do Golfo utilizaram dezenas deles para combater ataques iranianos com mísseis e drones de baixo custo.
A escassez afeta a Ucrânia de forma mais aguda; em algumas noites, as cidades parecem indefesas diante dos ataques com foguetes de Moscou.
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