Justiça argentina bloqueia bens de Cristina Kirchner
Em uma nova decisão relacionada ao caso Vialidad, o Tribunal Oral Federal nº 2 da Argentina determinou nesta quarta-feira (12/08) o bloqueio preventivo de uma série de bens e ativos financeiros pertencentes a ex- presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner e a seus filhos, Máximo e Florencia Kirchner.
A medida foi tomada pelos juízes Jorge Gorini, Rodrigo Giménez Uriburu e Andrés Basso e tem como objetivo garantir a arrecadação de 685 bilhões de pesos argentinos (cerca de R$ 2,38 bilhões), valor estimado em aproximadamente US$ 456 milhões. Segundo o tribunal, a quantia corresponde à indenização pelos danos econômicos atribuídos ao Estado no âmbito da condenação de Kirchner a seis anos de prisão e à inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos.
A ex-presidente argentina Kirchner está cumprindo uma pena de seis anos de prisão após ser condenada no caso Vialidad. Segundo a Justiça argentina, ela foi considerada responsável por irregularidades relacionadas à concessão de obras rodoviárias durante seus governos.
Além da prisão, a sentença determinou sua inabilitação perpétua para exercer cargos públicos. Atualmente, Cristina Kirchner cumpre a pena em regime de prisão domiciliar, em sua residência em Buenos Aires, no apartamento localizado no número 1111 da Rua San José, no bairro de Constitución, que também está entre os patrimônios alcançados pela decisão judicial.
Vale ressaltar, que foram incluídos um duplex, sete garagens, um apartamento e um depósito situados no complexo Madero Center, em Puerto Madero, além de imóveis localizados no bairro da Recoleta.
A relação inclui ainda diversos terrenos, edifícios e garagens, assim como o antigo chalé particular da família em Río Gallegos e a propriedade onde funciona o Hotel La Aldea, em El Calafate, na província de Santa Cruz.
Referente ao valor que a Justiça pretende assegurar, os magistrados decidiram prolongar o processo relacionado aos bens de Máximo e Florencia Kirchner. Ao mesmo tempo, foram solicitados relatórios bancários sobre suas contas de poupança e cofres de segurança.
A primeira condenação criminal de Cristina Fernández de Kirchner foi em 6 de dezembro de 2022, no caso Vialidad flickr
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