Reclamam de prédio tombado, mas pouca gente sabe como funciona
Falar em patrimônio histórico e bem tombado ainda faz muita gente torcer o nariz.
Isso porque alguns compraram a ideia de que isso é algo chato e difícil de entender.
E com razão, afinal, o que não falta quando o assunto é bem tombado são burocracias.
Para te ajudar a mudar de opinião, ou ao menos tentar esquecer algumas “chatices”, o Lado B resolveu desmistificar os achismos sobre o tema.
Quem explica essas e outras questões é o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, Valter Cortez.
O primeiro dilema é achar que quem aluga ou compra um imóvel tombado só tem dor de cabeça.
De cara, é preciso saber que não.
Valter pontua que há deveres, mas também há benefícios, o que o arquiteto e urbanista chama de “ponto de equilíbrio”.
Mas calma, vamos começar do início.
O que de fato são bens tombados ou um bem tombado e por que isso é feito? O tombamento é uma forma de proteção usada pelo poder público para preservar aquilo que é considerado importante para a história, a cultura, a arquitetura ou a memória de uma sociedade.
Um bem tombado pode ser um prédio, uma casa, uma praça, uma obra de arte ou outro patrimônio, que não pode ser alterado ou destruído livremente.
Essa proteção pode ocorrer em três esferas diferentes, a municipal, quando o tombamento é feito pela prefeitura; estadual, quando é realizado pelo governo do Estado; e federal, quando a proteção é feita pela União, por meio do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Um mesmo bem pode, inclusive, ser protegido por mais de uma esfera.
Agora sim! Comprar ou alugar um bem tombado não significa apenas ter dor de cabeça, mas exige alguns cuidados a mais.
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