Um ano depois, mortes da Operação Contenção ainda são investigadas
Ainda era madrugada, em 28 de outubro de 2025, quando mais de 2,5 mil policiais civis e militares começaram a se preparar para uma operação nos complexos de favelas do Alemão e da Penha.
Entre as milhares de incursões em comunidades realizadas no Rio de Janeiro nos últimos 40 anos, aquela seria a mais letal .
O que se viu ao longo do dia foram horas de confrontos armados, ônibus incendiados por criminosos nas ruas, e o avanço dos policiais pelas ruas e vielas das favelas.
Em 29 de outubro, o balanço era de que 121 pessoas haviam perdido suas vidas, sendo quatro policiais.
O número subiu para cinco em 22 de novembro, com a morte de um policial que estava internado .
Notícias relacionadas: Luto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio.
Número de pessoas mortas a bala cresce 44,2% no Rio após megaoperação.
MPRJ denuncia mais oito PMs que participaram da Operação Contenção.
As imagens de corpos alinhados em uma rua na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, rodaram o mundo.
Segundo a polícia, as 117 pessoas que não eram policiais morreram durante troca de tiros com os agentes.
Moradores das comunidades e parentes de pessoas que morreram, entretanto, relataram episódios de tortura e execução .
Passado um ano, ainda não há conclusão sobre as circunstâncias das mortes e sobre os responsáveis por elas , mesmo com investigações das polícias Civil e Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Operação Contenção Naquele dia, a Polícia Civil divulgou que se tratava de uma “megaoperação”, com o objetivo de capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados, que estariam atuando a partir daqueles complexos de favelas, na zona norte da cidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agenciabrasil.ebc.com.br — o conteúdo pertence a Agência Brasil.