Onda de calor extrema pressiona economia europeia e força medidas drásticas
Usinas nucleares desligadas.
Colheitas realizadas às 3 da manhã.
Atrações turísticas icônicas fechando mais cedo.
As temperaturas escaldantes estão forçando medidas drásticas na Europa , onde ondas de calor sucessivas pressionam uma economia já sob pressão das tarifas dos EUA, da concorrência chinesa e dos preços mais altos de energia em razão da guerra no Irã.
A Nuclearelectrica, produtora nuclear estatal da Romênia, começou a desconectar seu único reator operacional da rede elétrica na quinta-feira devido aos níveis recordes de baixa das águas do Danúbio, essenciais para o resfriamento de seus equipamentos, confirmou a empresa à CNN .
China cria novos modelos e avança na previsão do tempo com uso de IA Ambientalistas questionam instalação de data center na Amazônia EUA querem adicionar 14 itens em tarifas de metais, com alíquota de 25% O país declarou estado de emergência energética durante todo o mês de agosto e pediu a empresas e residências que reduzissem voluntariamente o consumo, informou a Reuters.
Em outros países, França e Hungria tiveram de reduzir a produção nuclear devido aos baixos níveis dos rios e às altas temperaturas.
As condições de seca também estão alimentando incêndios florestais devastadores e custosos, além de reduzir a produtividade das colheitas, ameaçando elevar os preços dos alimentos.
O verão escaldante da Europa pode custar à economia 180 bilhões de euros ($208 bilhões) neste ano, ou 1% do PIB (Produto Interno Bruto) — aproximadamente o crescimento econômico total esperado para a União Europeia, segundo estimativa do Triodos Bank, com sede nos Países Baixos.
“A queda na produtividade do trabalho provavelmente terá o maior impacto econômico, ao lado das perturbações na agricultura, energia e transporte”, afirmou o banco em relatório divulgado neste mês.
Grandes extensões da Europa enfrentam sua quinta onda de calor do ano nesta semana, com partes da Grã-Bretanha, França, Espanha e Itália sob alertas de calor extremo.
A mais recente onda de calor ocorre após a Europa Ocidental registrar o junho e julho mais quentes já documentados, de acordo com o Copernicus, o monitor climático da União Europeia.
Em Paris, o calor extremo levou a Torre Eiffel e o Louvre a fecharem mais cedo em alguns dias .
Embora alguns analistas duvidem que o calor terá um impacto significativo no crescimento econômico neste ano, apontando para a melhora na confiança empresarial em julho e o aumento do PIB no primeiro semestre, o clima quente não é a única ameaça econômica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.