Diagnóstico de Iraola expõe problema do Liverpool e aumenta cobrança sobre os atacantes
O empate sem gols com o Fulham , no último sábado (12), deixou uma sensação incômoda no início de trabalho de Andoni Iraola no Liverpool .
Depois de cinco partidas à frente dos Reds, o treinador reconheceu que a equipe deu um “passo para trás” em relação ao que vinha apresentando.
O resultado também fez o time chegar ao terceiro empate em quatro rodadas da Premier League , campanha que o coloca atualmente na oitava posição.
A sequência, por outro lado, está longe de ser marcada apenas por resultados negativos.
O Liverpool venceu o Atlético de Madrid na estreia da Champions League e ainda não perdeu sob o comando de Iraola.
O problema apontado pelo técnico está mais relacionado à maneira como o time consegue impor seu jogo.
Para ele, o funcionamento coletivo começa muito antes dos duelos no meio-campo ou das ações defensivas: a pressão dos atacantes determina quanto espaço será oferecido aos jogadores que estão atrás deles. — Não se trata apenas dos meio-campistas.
Quando jogamos bem coletivamente, os meio-campistas parecem muito melhores e recuperam mais bolas.
Não é porque eles estão ganhando os duelos que jogam melhor, é porque nós os estamos ajudando mais a ganhar os duelos — disse o comandante.
A declaração ajuda a entender por que Iraola não tratou o desempenho de Ryan Gravenberch e Dominik Szoboszlai como um problema isolado.
Ambos tiveram dificuldades nos duelos contra o Fulham, mas, na visão do espanhol, isso foi consequência de uma equipe que não conseguiu proteger suficientemente o setor.
Entendendo o diagnóstico de Iraola no Liverpool Iraola vai para seu sexto jogo à frente do Liverpool (Foto: David Rawcliffe / Propaganda Photo / IMAGO) Se os atacantes não conseguem pressionar de maneira agressiva e coordenada, os meio-campistas passam a ter de defender áreas maiores e ficam mais expostos aos adversários.
É nesse ponto que a análise de Iraola ganha peso.
Seu modelo depende de recuperar a bola em zonas adiantadas para transformar a retomada em uma oportunidade de ataque antes que o adversário consiga recompor sua estrutura.
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