quinta-feira, 24 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Tecnologia

'Ela não existe, mas paga meu cartão': avatares de IA viram máquinas de ganhar dinheiro nas redes

G1 Tecnologia ·
'Ela não existe, mas paga meu cartão': avatares de IA viram máquinas de ganhar dinheiro nas redes

Falsos humanos são construídos com ferramentas de IA e atuam com produção em escala industrial, com roteiros adaptados para diferentes idiomas Reprodução / TikTok "Ela não existe, mas paga meu cartão todo mês".

"Tenho um plano infalível para o milhão".

As frases, retiradas de tutoriais publicados nas redes sociais, expõem a engrenagem de um mercado em ascensão no Brasil e no mundo: o dos avatares gerados por inteligência artificial (IA).

Embora não existam no mundo real, esses personagens hiper-realistas acumulam milhares de seguidores em redes como TikTok, Youtube e Instagram, atuando como vendedores, influenciadores e até falsos especialistas, transformando canais automatizados em um negócio lucrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os produtores ganham dinheiro de diferentes formas: monetização de vídeos, comissões sobre vendas em marketplaces, divulgação de produtos digitais e até a valorização de perfis que posteriormente podem ser revendidos ou utilizados para outros objetivos em razão do alto engajamento.

Diferentemente dos chatbots, os influenciadores de IA simulam pessoas reais e interações humanas em vídeos, lives e anúncios.

Em alguns casos, promovem produtos de saúde, oferecem conselhos ou divulgam tratamentos sem comprovação científica.

Agora no g1 Fernando Ferreira, pesquisador do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em IA, explica que a estratégia consiste em converter a atenção dos usuários em receita.

Com o suporte dos algoritmos, que direcionam os vídeos a públicos específicos, a produção desses avatares chega justamente a usuários que procuram respostas para problemas específicos ou demonstram interesse em determinados temas.

Já com ferramentas de automação cada vez mais acessíveis, a produção ganhou escala industrial.

"Antes a automação era só um ato de curtir, compartilhar, agora pode dar voz, pode dar imagem, então isso é uma coisa mais personalizada e mais difícil ainda do usuário conseguir identificar que aquilo é realmente uma campanha, por exemplo, alguma coisa nesse sentido", afirma Ferreira.

Da saúde ao entretenimento infantil Mapeamentos realizados pela organização Ctrl Z mostram que os nichos de atuação variam de conteúdos históricos (como o período escravocrata) e infantis a narrativas apelativas, como a de um suposto fazendeiro viúvo em busca de uma esposa.

No entanto, a manipulação de sentimentos básicos é o elemento comum a todos eles.

"Todos eles, de algum jeito, têm uma coisa muito em comum que é mexer com o medo das pessoas, com a curiosidade, com a esperança.

Nos de saúde tem essa coisa do senso de urgência.

Ler a notícia completa no G1 Tecnologia ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tecnologia.

Este assunto em outros veículos

Mais de G1 Tecnologia

Ver tudo ›

Mais em Tecnologia

Ver tudo ›