Dias de glória acabaram? J.P. Morgan corta recomendação para real e juros
Diante da avaliação de que é pouco provável que a política econômica sofra alterações significativas com a reeleição inesperada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o J.P.
Morgan rebaixou suas recomendações para o real e os juros locais.
“Nossa elevação da recomendação para o Brasil a overweight (posição acima da média do índice de referência), em 5 de outubro, tinha como premissa uma mudança na condução das políticas públicas.
No entanto, diante do resultado eleitoral, agora parece pouco provável que a política econômica sofra alterações significativas daqui em diante”, dizem os profissionais do banco americano.
A surpresa eleitoral levou o J.P.
Morgan a alterar a recomendação para real e juros de “overweight” (exposição acima da média) para “marketweight” (média do mercado).
“No câmbio, nossa projeção para o dólar, em um cenário de resultado eleitoral percebido como desfavorável à consolidação fiscal, é de R$ 5,50.
No entanto, considerando o elevado custo de carregamento de uma posição vendida em real, preferimos manter uma posição neutra enquanto aguardamos a acomodação da turbulência inicial, para então avaliar os próximos passos”, afirmam os profissionais.
Já em relação ao mercado de juros, o banco vê uma taxa de 15,5% para o índice GBI-EM como um alvo em um cenário pessimista.
“O resultado eleitoral provavelmente justificaria uma postura mais pessimista em relação aos juros, mas preferimos aguardar os níveis de mercado desta segunda-feira, já que a reprecificação no primeiro dia de negociações poderá ser expressiva, assim como ocorreu após o primeiro turno.” Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.