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Como a extrema direita transformou o antifeminismo em máquina de votos no Congresso

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Como a extrema direita transformou o antifeminismo em máquina de votos no Congresso

Nunca tantas mulheres foram eleitas para o Congresso Nacional.

A Câmara terá 108 deputadas a partir de 2027 e o Senado elegeu 12 mulheres numa única eleição.

É um recorde, e deveria ser só uma boa notícia.

Mas na realidade não é.

A mulher mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, a Alesp, tem 23 anos e se define como antifeminista.

Eduarda Campopiano , do PL, teve 1.956.238 votos.

Foi a segunda maior votação da história da Alesp, atrás só da de Janaína Paschoal (que não foi eleita nesta eleição).

Eduarda foi comentarista da Jovem Pan, do programa Morning Show, seguidora e amiga íntima da deputada estadual Ana Campagnolo, do PL de Santa Catarina, aluna do Clube Antifeminista e leitora assídua de Olavo de Carvalho.

Tudo isso está demonstrado em seus discursos: desde relativização da violência contra mulher à ideia de que todos os indígenas são canibais, chegando na defesa da colonização .

Essa trajetória ajuda a compreender a formação política de uma jovem que começou sua atuação pública nas redes sociais e transformou o antifeminismo em uma de suas principais marcas públicas.

Das redes para o Congresso Aos 18 anos, Campopiano passou a produzir conteúdo político nas redes sociais e, aos 19, já atuava como comentarista da Jovem Pan.

Em 2024, aos 21 anos, foi eleita vereadora de Praia Grande, litoral sul de São Paulo, em sua primeira disputa eleitoral.

Em apenas dois anos, saiu das redes sociais, passou pelo legislativo municipal e chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo com quase dois milhões de votos . ‘É também a história de como uma estrutura política construída nas redes sociais pode converter influência digital em força eleitoral e, ao mesmo tempo, produzir novas lideranças para a extrema direita’.

A trajetória de Campopiano é reveladora de uma transformação na forma de construção de lideranças políticas: a política pode começar nas redes, com a produção de conteúdo, a construção de uma identidade pública e a disputa de narrativas, para depois se converter em capital eleitoral.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.

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