A descoberta da maior águia do planeta no Pantanal em meio a uma rota de desmatamento
Harpia gigante é flagrada no pantanal sul-mato-grossense A descoberta de um ninho de harpia no Pantanal, em Corumbá (MS), em julho de 2025, revelou que a região abriga um casal da maior águia do planeta e também colocou em evidência uma área que hoje é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por possíveis irregularidades na retirada de vegetação.
O ninho foi localizado no Maciço do Urucum após anos de buscas feitas por pesquisadores que monitoram a fauna da região.
Desde então, novos registros confirmaram que as aves se reproduzem no local — inclusive com o nascimento de um filhote em outro ninho, registrado em novembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Filhote de maior águia do planeta surge em ninho após meses de mistério e reascende esperança VÍDEO: cientistas encontram ninho da maior águia do planeta no Pantanal, após mais de uma década Ao mesmo tempo em que os pesquisadores passaram a acompanhar mais de perto a presença das harpias, o MPF abriu um inquérito civil para investigar autorizações ambientais concedidas para a retirada de vegetação no Maciço do Urucum.
A apuração envolve autorizações emitidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) em 2023, 2024 e 2025 para empresas de mineração de ferro que atuam na região.
O MPF quer saber, entre outros pontos, se houve autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes da liberação estadual, quando essa etapa era exigida pela legislação.
A investigação também considera a existência de ninhos ativos de harpia e a sobreposição entre áreas usadas pelas aves para caça e locais de expansão da atividade minerária.
O que o MPF está investigando Harpia gigante é flagrada com filhote em ninho no Pantanal.
Icterus Ecoturismo e Planeta Aves/Reprodução A apuração foi formalizada por meio de uma portaria que determina a abertura do inquérito civil.
O documento cita possíveis irregularidades em autorizações concedidas pelo Imasul para a retirada de vegetação no Maciço do Urucum.
Entre os pontos que serão analisados está a necessidade de autorização prévia do Ibama em determinadas áreas de Mata Atlântica. 🔎 A Lei da Mata Atlântica prevê que, em áreas rurais com mais de 50 hectares de vegetação e em determinadas situações previstas pela legislação, é necessária a autorização do Ibama antes da anuência do órgão ambiental estadual.
Por isso, o MPF determinou que o Imasul envie, no prazo de 15 dias, os processos administrativos que serviram de base para as autorizações.
O órgão também deverá explicar tecnicamente por que o conhecimento prévio do Ibama teria sido dispensado e informar se foram realizados estudos para verificar a existência de ninhos de harpia nas áreas autorizadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.