Israel confirma que soldados mataram criança palestina de 5 anos
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que seus soldados atiraram contra o carro em que a criança palestina Hind Rajab, de 5 anos, foi encontrada morta em Gaza, ao lado de seis membros de sua família.
A admissão veio acompanhada do anúncio de abertura de uma investigação conduzida por mecanismo interno do próprio exército.
O caso ganhou repercussão global após Hind ligar para a Cruz Vermelha Palestina pedindo socorro enquanto estava presa no veículo, cercada por corpos, e dois paramédicos enviados para resgatá-la também terem sido encontrados mortos.
Israel confirma ataque e abre investigação As Forças de Defesa de Israel confirmaram que seus soldados foram responsáveis pelos disparos contra o veículo em que Hind Rajab, de 5 anos, foi encontrada morta em Gaza, junto a seis integrantes de sua família.
A admissão representa um reconhecimento incomum por parte do exército israelense e veio após uma análise inicial dos eventos que levaram às mortes.
Os detalhes completos sobre as circunstâncias do ataque, incluindo quem mais estava no carro e a sequência exata dos fatos, ainda dependem de apuração.
Junto à confirmação, as FDI anunciaram a abertura de uma investigação formal sobre o incidente.
A apuração será conduzida por um mecanismo interno do próprio exército israelense.
Não há informação disponível sobre prazo para a conclusão dos trabalhos nem sobre a composição do órgão responsável.
O caso da criança palestina Hind Rajab Hind Rajab tinha 5 anos quando foi encontrada morta dentro de um carro em Gaza, ao lado de sua tia, seu tio e três primos, totalizando seis membros da família mortos no mesmo veículo.
Antes de ser encontrada, a menina conseguiu ligar para a Cruz Vermelha Palestina pedindo socorro: ela relatou estar presa no carro após o ataque e cercada pelos corpos dos familiares.
A ligação tornou o caso um símbolo do impacto devastador do conflito sobre a população civil de Gaza, em especial sobre as crianças .
A Cruz Vermelha Palestina enviou dois paramédicos para tentar resgatar Hind: Yusuf al-Serhi e Ahmed al-Madhoum .
Os dois também foram encontrados mortos.
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