O cálculo de Flávio Bolsonaro para passar Lula no 2º turno
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) faz um cálculo para a vitória no segundo turno que leva em conta três aspectos: o aumento de votos em alguns estados específicos, a união dos candidatos da direita e a força do antipetismo.
A lógica que orienta esse plano se baseia na premissa de que Lula, segundo eles, não tem para onde crescer no segundo turno; como tem apenas um candidato da esquerda e vários da direita, Flávio vai buscar —e, creem, conquistar— os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
A equipe de Flávio aposta também na desmobilização dos palanques de Lula nos estados com grandes colégios eleitorais e cuja disputa ao governo está concentrada em dois candidatos, como São Paulo, Ceará, Pernambuco e Bahia. Além desses, Minas e Goiás estão em situações específicas que fazem parte do xadrez político do PL.
A campanha de Flávio considera que a eleição para o governo de São Paulo vai ser definida no primeiro turno, com a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com isso, o governador vai ficar com tempo livre para pedir votos ao presidenciável.
O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também vai reforçar a campanha de Flávio —Lula ganhou na cidade em 2022. A atuação de Nunes, somada ao maior empenho de Tarcísio em outubro, pode aumentar a margem de votos de Flávio no estado, segundo sua equipe.
No primeiro turno, Lula vai subir no palanque de Fernando Haddad ao governo. Se a eleição paulista for decidida em 4 de outubro, o petista vai ficar sem cabo eleitoral com força no estado, diz um aliado de Flávio. São Paulo concentra 21,5% do eleitorado do país.
As eleições estaduais no Ceará, na Bahia e em Pernambuco são consideradas chave pela equipe de Flávio.
A aposta é que esses pleitos serão resolvidos no primeiro turno; os políticos locais vão precisar se posicionar, ainda que os candidatos ao governo se mantenham neutros. Com isso, a campanha considera alta a chance de que Flávio tenha mais votos na região Nordeste do que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições passadas.
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