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Novo 'ritmo cerebral' pode tornar tratamento do Parkinson mais preciso

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Novo 'ritmo cerebral' pode tornar tratamento do Parkinson mais preciso

Pesquisadores identificaram uma rede de comunicação no cérebro e um ritmo elétrico específico que parecem explicar por que a estimulação cerebral profunda (ECP) consegue aliviar os sintomas da doença de Parkinson . A descoberta pode abrir caminho para um tratamento mais preciso e personalizado, aumentando a eficácia da terapia no controle de tremores, rigidez e lentidão dos movimentos.

O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Colônia , dos Hospitais Universitários de Colônia e Düsseldorf, da Escola de Medicina de Harvard e da Charité Berlin . Os resultados foram publicados em julho na revista científica Brain .

A estimulação cerebral profunda é indicada principalmente para pessoas com Parkinson cujos sintomas já não são controlados adequadamente apenas com medicamentos.

O procedimento consiste na implantação de eletrodos em regiões profundas do cérebro , como o núcleo subtalâmico, que enviam pequenos impulsos elétricos para modular a atividade dos circuitos responsáveis pelo controle dos movimentos.

Embora a técnica seja utilizada há décadas e tenha eficácia comprovada, os mecanismos cerebrais responsáveis pelos benefícios do tratamento ainda não eram totalmente compreendidos.

Pela primeira vez, os cientistas conseguiram identificar simultaneamente onde a terapia atua e como diferentes regiões do cérebro se comunicam durante a estimulação.

Para isso, a equipe analisou 50 pacientes — o equivalente a 100 hemisférios cerebrais — combinando registros obtidos pelos eletrodos implantados com exames de magnetoencefalografia (MEG), técnica capaz de medir a atividade elétrica cerebral.

Os resultados mostraram que a comunicação entre o núcleo subtalâmico e áreas frontais do cérebro ocorre principalmente por meio de um ritmo beta alto, com frequência entre 20 e 35 hertz (Hz).

Os pesquisadores também observaram que, quanto mais forte era essa conexão , maior tendia a ser a melhora dos sintomas motores após o implante dos eletrodos .

Segundo os autores, esse ritmo funciona como um canal de comunicação entre diferentes áreas cerebrais e pode ser um dos principais responsáveis pelos efeitos terapêuticos da estimulação.

A identificação dessa rede poderá ajudar médicos a ajustar a estimulação cerebral profunda de forma mais individualizada , sobretudo em pacientes que ainda apresentam resposta limitada ao tratamento.

Em vez de utilizar parâmetros semelhantes para todos os casos, a terapia poderá ser configurada de acordo com os circuitos cerebrais mais importantes para cada paciente, aumentando as chances de obter melhores resultados .

A equipe agora pretende investigar como a estimulação modifica essas redes ao longo do tempo e de que forma esse conhecimento pode orientar futuras abordagens personalizadas para a doença de Parkinson .

Segundo os autores, o trabalho representa um avanço na compreensão de como a terapia atua no cérebro, aproximando os pesquisadores de tratamentos cada vez mais precisos e adaptados às características de cada paciente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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