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Entenda como o Brasil deixou de ser coadjuvante e virou potência na canoagem velocidade

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Entenda como o Brasil deixou de ser coadjuvante e virou potência na canoagem velocidade

Isaquias Queiroz é pentacampeão mundial no C1 500m da canoagem em velocidade Muito se questiona o legado das Olimpíadas de 2016 para o esporte brasileiro.

O resultado do Campeonato Mundial de canoagem velocidade, realizado no fim de semana, e que terminou com duas medalhas do Brasil (ouro de Isaquias Queiroz e prata da dupla Gabriel/Jacky), mostra um exemplo positivo do trabalho feito para os Jogos do Rio.

Nos últimos 10 anos, o Brasil virou potência em uma modalidade na qual não tinha tanta expressão. + Bronze nas Olimpíadas de Tóquio, nadador Fernando Scheffer anuncia aposentadoria aos 28 anos + Conjunto da ginástica rítmica encontra atriz que inspirou collant do ouro no Mundial; entenda + Taiane Justino conquista três ouros para o Brasil no Sul-Americano de Levantamento de Pesos Jacky Godmann e Gabriel Assunção conquistam prata histórica no Mundial de Canoagem Velocidade Fábio Canhete - CBCa Atualmente, a canoagem tem um grande ídolo, nomes consolidados na seleção adulta, atletas da categoria de base surgindo o tempo inteiro, um centro de treinamento de primeiro mundo e técnicos brasileiros de altíssimo nível.

Tudo isso construído desde quando o Rio de Janeiro ganhou o direito de ser sede das Olimpíadas de 2016, ainda no ano de 2009.

Gabriel Nascimento, Mateus Nunes, Isaquias Queiroz e Jacky Godmann CBCa/Divulgação Seria maravilhoso se o exemplo da canoagem velocidade tivesse sido seguido por outras modalidades que, há 17 anos, ainda engatinhavam.

Mas, infelizmente, a canoagem é exceção e, por isso, o grande (talvez único) exemplo de sucesso de legado dos Jogos de 2016.

Antes das Olimpíadas do Rio, o melhor resultado do Brasil em Jogos Olímpicos na canoagem velocidade tinha sido uma nona posição de Sebastian Cuattrin no K1 (caiaque individual) em Atlanta 1996.

Ou seja, era uma modalidade que jamais tinha brigado por uma medalha olímpica.

Brasil conquista prata no Mundial de canoagem velocidade com Gabriel e Jacky Em 2009, o Brasil ganhou o direito de sediar as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que seria disputada sete anos depois.

Em 2010, surgiu um tal de Isaquias Queiroz que, um ano depois, brilhou no Mundial Júnior.

Ainda não era hora dele ir para as Olimpíadas de 2012, mas, em 2013, com apenas 19 anos, foi ao pódio no Campeonato Mundial adulto. + Análise: bronze no Mundial sub-17 traz respiro para o vôlei masculino do Brasil + Entenda como Alison dos Santos evoluiu após as Olimpíadas e se tornou o número 1 dos 400m com barreiras Legado: técnico Jesús Morlán fez Lagoa Santa se tornar referência na canoagem mundial Paralelo a isso, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) trouxe o melhor técnico da modalidade no mundo, o espanhol Jesús Morlán.

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