Raízen (RAIZ4): melhora regulatória e corte de custos sustentam margens; empresa mira menor alavancagem após separação
A Raízen ( RAIZ4 ) registrou melhora nas margens do negócio de distribuição de combustíveis no primeiro trimestre da safra 2026/27 (1T27, apoiada por fatores temporários e estruturais. Ao mesmo tempo, a companhia trabalha para que a futura separação de seus negócios resulte em empresas com estruturas de capital mais saudáveis e menor alavancagem.
Segundo o CEO da companhia, Nelson Gomes, a volatilidade provocada pela guerra teve impacto sobre o negócio de combustíveis, mas sem caráter recorrente, enquanto a melhora do ambiente regulatório tende a produzir efeitos mais duradouros.
“Um é o efeito da volatilidade causada pela guerra e esse é um efeito temporário, portanto, não recorrente no nosso negócio”, disse Gomes, em teleconferência com analistas sobre os resultados do trimestre.
O executivo também destacou fatores internos, sob controle da Raízen, como a redução de custos operacionais, a diminuição dos níveis de estoques e a melhora do mix de produtos e serviços oferecidos à rede de revendedores.
Gomes ressaltou ainda que a Raízen conseguiu manter o atendimento à rede mesmo diante de um cenário adverso de suprimentos e logística.
Em paralelo, a Raízen trabalha para que os negócios de distribuição de combustíveis e de açúcar, etanol e bioenergia sejam segregados, ao fim do processo de reestruturação, com a melhor estrutura de capital possível e menor alavancagem em cada companhia, segundo o CFO, Lourival Luz.
De acordo com o executivo, ainda é cedo para definir como eventuais benefícios da melhora dos resultados e da geração de caixa serão distribuídos entre os dois negócios.
“O objetivo nosso é entregar as duas companhias com a melhor estrutura de capital possível”, afirmou Luz.
A definição sobre qual dos negócios ficará relativamente mais alavancado dependerá da evolução dos resultados e das condições financeiras até a conclusão da segregação.
“É muito cedo para dizer se esse benefício vai estar do lado A ou do lado B”, disse o CFO.
A Raízen tem até março de 2027 para concluir as etapas previstas em seu plano de recuperação extrajudicial (RE) e até dezembro de 2027 para realizar a segregação dos negócios, segundo Luz.
Até lá, o cenário pode mudar, com fatores capazes tanto de beneficiar quanto de pressionar os resultados das duas operações.
Luz afirmou que a gestão está concentrada na geração de caixa e na saúde financeira da Raízen. Segundo o CFO, ao final do primeiro trimestre, a companhia apresentava Ebitda e posição de caixa melhores do que aqueles considerados durante a negociação do plano de recuperação extrajudicial.
“Hoje, encerrado o primeiro trimestre, comparado ao que fizemos quando da negociação do RE, estamos com um Ebitda melhor, com um caixa melhor”, afirmou.
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