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Programa de longevidade canina mostra primeiros resultados no Brasil

Por Redação 5News · · com informações de Veja
Programa de longevidade canina mostra primeiros resultados no Brasil

Iniciativa Brasileira de Longevidade Canina Divulga Primeiros Avanços Clínicos

Uma cachorra de 12 anos chamada Sofia estava apresentando sinais de envelhecimento avançado quando seus tutores a inscreveram em um projeto inovador. Ao chegar nas consultas do programa, o animal demonstrava mudanças no funcionamento do coração, alterações no metabolismo, sono irregular, níveis elevados de ansiedade e interação limitada com as pessoas da família. Depois de alguns meses participando de uma iniciativa voltada para aumentar a qualidade de vida dos cães em suas fases mais avançadas, a mudança foi perceptível. Sofia passou a exibir mais energia e melhorias evidentes no comportamento. Seu caso representa um dos quinze animais que integraram até este momento o programa denominado PetMoreTime, um projeto de caráter inovador lançado no território brasileiro em janeiro deste ano que agora começa a apresentar seus primeiros registros de resultados obtidos com os pacientes.

O projeto foi concebido em cooperação com a rede varejista Petlove e origina-se de uma experiência norte-americana preexistente que já prestou atendimento a aproximadamente 50 mil cães ao longo de seus anos de operação. Diferentemente do que alguns possam imaginar, a intenção não é deter ou reverter o processo natural de envelhecimento dos animais, mas sim recuperar sua capacidade de realizar atividades cotidianas, manter sua vitalidade e preservar seu bem-estar durante os anos que se seguem. Esse objetivo ganha relevância particular considerando que o Brasil abriga a terceira maior população de animais domésticos em escala mundial, superando 160 milhões de cães, gatos e outros pets espalhados pelo país.

O Desafio Biológico do Envelhecimento Animal

Assim como ocorre com os seres humanos, é biologicamente impossível simplesmente pausar o processo de envelhecimento que ocorre naturalmente nos cães. Uma série de elementos contribui para essa inevitabilidade, principalmente características genéticas que cada animal herda, a linhagem à qual pertence, seu tamanho corporal e outras peculiaridades hereditárias que não podem ser modificadas através de intervenções externas. Rita Zuanaze, médica veterinária que supervisiona a operação do PetMoreTime, reconhece abertamente essa limitação fundamental. Contudo, ela aponta que existem caminhos alternativos através da gerociência, um campo da medicina que estuda especificamente o envelhecimento.

Nesse contexto, os chamados medicamentos geroprotetores entram em cena como uma possibilidade promissora. Essas substâncias funcionam interferindo em mecanismos biológicos subjacentes que causam o envelhecimento, permitindo que os organismos passem por essa transformação de maneira mais equilibrada e saudável. O protocolo desenvolvido pelo programa estima que é possível alcançar um aumento de até 20 por cento no tempo que o animal permanece com qualidade de vida satisfatória, conforme explicado por Zuanaze. Na prática, isso representa manter características fundamentais como energia, capacidade de locomoção, participação nas atividades familiares e bem-estar geral ao longo dos anos, fatores que beneficiam tanto o pet quanto aqueles que convivem com ele.

Paula Basso, profissional formada em engenharia química e tutora de Sofia, relata sua experiência de maneira tocante. Para ela, longevidade significa mais do que simplesmente adicionar anos à vida do animal, mas sim "recuperar a presença de Sofia na rotina". Ela observa que desde o início do tratamento houve "uma melhora comportamental muito evidente e um aumento notável na disposição do animal durante as atividades diárias".

Estrutura e Investimento do Programa

O acesso a esses benefícios não é gratuito. O programa PetMoreTime oferece três modalidades diferentes de planos, todos construídos sobre um calendário de 14 meses de acompanhamento. Os investimentos estão organizados para serem pagos em 16 prestações mensais, com valores que oscilam entre R$390,00 até R$1.152,00 mensais, dependendo de quais serviços específicos estão incluídos em cada plano escolhido. Essa estrutura de pagamento foi pensada para facilitar o acesso, distribuindo o custo ao longo do tempo.

A Pesquisa Pública e Aplicação em Cães de Trabalho

Para além do lado comercial da iniciativa, existe também um componente de pesquisa científica de caráter público. Esse braço do projeto é designado PAMEC, cuja sigla refere-se ao Programa Avançado de Mitigação do Envelhecimento Canino. O PAMEC resulta da associação entre a PetMoreTime e a instituição acadêmica responsável pela formação de veterinários na Universidade de São Paulo, especificamente a Faculdade de Medicina Veterinária. Essa parceria tem como objetivo central acompanhar cães que trabalham em funções policiais, coletando informações minuciosas sobre como esses animais envelhecem e como mantêm suas capacidades operacionais em idades avançadas.

A relevância dessa pesquisa é notável, pois cães de trabalho em corporações policiais enfrentam desafios físicos e mentais intensos durante suas carreiras. Compreender como esses animais envelhecem enquanto permanecem em atividade pode gerar conhecimento valioso sobre o envelhecimento canino em geral. A iniciativa conta com o envolvimento das Polícias Militares de 11 unidades federativas diferentes, o que garante uma amostragem ampla e geograficamente distribuída. O cronograma previsto indica que esse programa de pesquisa deverá iniciar suas operações no período final de 2026, permitindo que uma quantidade significativa de dados seja coletada nos anos vindouros.

O que Acompanhar

Os desdobramentos mais imediatos envolvem a continuidade dos resultados do programa PetMoreTime com a população inicial de cães participantes, observando se as melhorias verificadas em Sofia se mantêm sustentáveis ao longo do tempo e se outros animais do grupo demonstram trajetórias similares. A expansão do programa é outro ponto de atenção, especialmente considerando o potencial mercado de donos de cães envelhecidos no Brasil. Além disso, o lançamento oficial do PAMEC no final de 2026 marcará um momento crucial, quando a pesquisa científica com cães policiais começará a gerar dados robustos que poderão validar ou ajustar os pressupostos teóricos sobre o envelhecimento canino. Finalmente, a possível incorporação de novos estados nas parcerias do programa de pesquisa pública e a publicação de resultados científicos dos primeiros animais acompanhados serão marcos importantes a observar nos próximos anos.

Principais pontos:

• Sofia, uma cadela de 12 anos com problemas cardíacos e comportamentais, apresentou melhoras significativas após integrar o programa PetMoreTime lançado no Brasil em janeiro de 2026.

• O PetMoreTime oferece três planos estruturados em 14 meses, com parcelas mensais entre R$390 e R$1.152, e promete aumentar em até 20 por cento o tempo de vida saudável dos cães através de medicamentos geroprotetores.

• O programa de pesquisa pública PAMEC, desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo e Polícias Militares de 11 estados, acompanhará cães policiais de trabalho para gerar dados científicos sobre envelhecimento canino, com início previsto para final de 2026.

• O Brasil possui a terceira maior população de animais de estimação do mundo, com mais de 160 milhões de pets, criando um mercado promissor para iniciativas de longevidade animal.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de Veja — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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