Lucas encarou deportação, banho de caneca e dívida pela vida de modelo
Banho de canequinha na Índia, ser deportado sem chance de argumentação, ficar sem receber, começar a viver o “glamour” da vida, que muita gente acha que é só close, e ficar endividado são alguns dos perrengues que mostram que ser modelo é muito mais do que as fotos e a entrada na passarela.
Ainda mais quando a pessoa não tem fama, ou “passe”, como eles chamam, o suficiente para conseguir as grandes campanhas.
Quem contou isso ao Lado B foi o modelo Lucas Kawali, de 31 anos, que ganhou a internet mostrando a realização do sonho dele e do irmão de dar uma casa digna à mãe.
Estivemos em casa nesta quarta-feira e mostramos o resultado da obra que emocionou não só Mato Grosso do Sul, mas o Brasil.
Sentado em uma cadeira de praia na varanda de casa, Lucas conta algumas das inúmeras histórias que coleciona e que passam longe do glamour.
A Índia foi o primeiro destino internacional dele e também cenário de um dos momentos mais frustrantes de sua trajetória.
Ele viajou com visto de turista, embora o objetivo fosse trabalhar como modelo no país.
Sem falar inglês, não conseguiu se comunicar direito com os agentes no aeroporto nem explicar a situação.
O visto foi confiscado, sua entrada foi recusada e Lucas passou cerca de 4 horas esperando até embarcar em um avião de volta para o Brasil.
Lucas decidiu fazer a documentação novamente e retornar à Índia.
Dessa vez, conseguiu entrar.
Só que o alívio durou pouco.
“Chegando lá, eu quase me arrependo de ter ido, porque, infelizmente, a Índia é um país muito diferente do nosso, tem uma desigualdade muito grande”.
Logo na chegada, Lucas esperou mais de 4 horas até que o motorista aparecesse.
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