Ação do MP resgata sete pacientes de condições degradantes em clínica de MG
Uma clínica neuropsiquiátrica de Alfenas, no Sul de Minas, foi parcialmente interditada após uma fiscalização do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) que resultou na prisão de duas pessoas e no resgate de sete pacientes em condições degradantes.
Órgão identificou "graves violações de direitos humanos e irregularidades sanitárias". A fiscalização, realizada ontem, identificou pessoas trancadas em cômodos sem condições adequadas de higiene, acomodação e segurança
Policiais encontraram uma pessoa lesionada em um ambiente com fiação elétrica exposta, fezes, urina e sem cama. O paciente foi levado para atendimento hospitalar.
Outro cômodo estava trancado pelo lado de fora e abrigava pacientes em condições degradantes. Eles foram retirados e encaminhados à rede responsável pelo atendimento.
A clínica mantinha 137 pessoas institucionalizadas no dia da operação. A lista incluía adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, pessoas com sofrimento mental e pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.
Adolescentes que estavam internados também receberam apoio do MP. Segundo o órgão, jovens terão proteção integral com tratamento adequado, "priorizando o retorno ao convívio familiar e comunitário de forma planejada, segura e humanizada".
Polícia Militar registrou suspeitas de tortura, sequestro, cárcere privado e maus-tratos. Os responsáveis apontados no registro policial foram presos em flagrante.
Vigilância Sanitária Municipal proibiu a clínica de receber novos pacientes. Os nomes da clínica e dos responsáveis não foram divulgados. O UOL tenta contato com a Polícia Civil para mais detalhes do registro policial.
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