Ancelotti convoca seleção para a pior data Fifa de todos os tempos
É difícil rankear as piores datas Fifa de amistosos da seleção brasileira. São muitos adversários fracos em momentos inconvenientes, mas nesta a CBF se superou. Depois de duas partidas contra a Austrália e uma contra a Índia, agora enfrentaremos Japão e Singapura, na minúscula cidade-estado asiática, novamente do outro lado do mundo, na reta final de todas as nossas competições. Quase um dia de viagem para chegar e 11 horas de fuso para superar. Uma viagem "extremamente desgastante e difícil", como definiu o próprio diretor Rodrigo Caetano.
Com perdão da hipérbole, é difícil imaginar uma data Fifa pior em tempos recentes.
Dado o momento crucial da temporada (os atletas retornam às vésperas da 35a rodada do Brasileirão), ficou acordado que Carlo Ancelotti não chamaria ninguém de Flamengo e Palmeiras. Ótimo para as duas equipes, um tanto quanto bizarro para outros clubes, que também disputam coisas importantes para eles, com elencos menos robustos. Athletico-PR, Botafogo, Coritiba, Corinthians, Cruzeiro e Santos ainda brigam por algo, inclusive não cair para a Série B, e tem jogadores na lista.
De todo modo, permanece o questionamento de como o treinador faz suas escolhas, uma vez que ele desaparece por semanas a fio. Como disse o nobre colega Paulo César Vasconcellos, ele se desmaterializa entre uma data Fifa e outra, reaparecendo nas convocações, com seus belos ternos italianos. Um fenômeno, especialmente para quem ganha 5 milhões de reais por mês para exercer um cargo que deveria exigir um acompanhamento minucioso do nosso futebol.
Com seu sistema de trabalho "híbrido", Carleto talvez seja co-responsável pelo desempenho medíocre da nossa seleção. Talvez a qualidade dos adversários não ajude. Talvez a geração não seja grandes coisas mesmo. Talvez novembro atrapalhe. Talvez caia tudo na conta da tal "renovação". Se você não tiver nada melhor para fazer às sete da matina dos dias 14 e 17 de novembro, pode ligar a TV e elaborar sua avaliação.
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