Após 12 anos, PCDF prende assassino que matou mulher com 119 facadas
Em uma operação marcada pelo rigor técnico e pela persistência investigativa, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) , por meio da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP/DPE ), cumpriu nesta quinta-feira (13/8), o mandado de prisão preventiva contra o responsável por um dos crimes mais chocantes registrados na capital federal na última década.
O feminicídio qualificado, praticado no ano de 2014 na região administrativa de Planaltina/DF, permaneceu durante anos sem autoria definida, exigindo uma complexa engrenagem de reanálise criminal e perícia científica avançada para que a justiça pudesse, finalmente, alcançar o assassino .
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A vítima, portadora de transtornos mentais graves e vivendo temporariamente em situação de extrema vulnerabilidade nas ruas da cidade, foi atacada de forma sumária e impiedosa.
Ataque fulminante Segundo dados colhidos pelo laudo de necropsia à época, a vítima sofreu 119 golpes de faca espalhados por todo o corpo.
O ataque fulminante eliminou qualquer possibilidade de reação ou defesa, revelando requintes de crueldade e selvageria que assustaram a comunidade local na ocasião.
“A vítima, indefesa e em situação de vulnerabilidade, foi atingida por 119 golpes de faca.
A resposta do Estado veio pela ciência e pela técnica policial.” Apesar dos esforços iniciais empreendidos pelas autoridades locais em 2014, a escassez de testemunhas presenciais e a ausência de indícios diretos fizeram com que as apurações enfrentassem sérios entraves, arrastando-se por anos sem que a autoria pudesse ser formalmente atribuída.
A reviravolta ocorreu quando a investigação foi assumida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP).
A unidade especializada submeteu os autos a um rigoroso processo de reanálise, saneamento e reconstrução dos passos da vítima nas horas que antecederam sua morte.
Mesmo diante do tempo decorrido — doze anos desde a noite do assassinato —, os investigadores mantiveram a convicção de que o caso não terminaria impune.
A apuração buscou amparo na tecnologia científica para superar as barreiras provocadas pelo decurso temporal.
Prova científica O elemento determinante e inquestionável para o desfecho do inquérito veio por meio da biologia molecular e da atuação dos peritos do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF).
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