Dino fala em “agressões e injustiças” após ação contra fonte de jornalista
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicou um pronunciamento nas redes sociais nesta quinta-feira (13) afirmando que sua atual função de juiz impede que ele participe de determinados debates públicos, o que, segundo o magistrado, faz com que precise “suportar calado agressões e injustiças” e assistir a “distorções monumentais quanto a fatos”.
Dino afirmou, porém, que sua biografia e sua atuação profissional são sua maior defesa.
O pronunciamento foi publicado dois dias após o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, determinar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, Cutrim seria informante do jornalista Luís Pablo, que já publicou textos contrários a Flávio Dino.
Leia Mais Operação no RJ mira esquema bilionário de golpes com bets; veja quais Volta da TV Globinho: Geovanna Tominaga conta se estará em edição especial PF prende presidente de associação envolvido no roubo bilionário do INSS “Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos.
Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas.
Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência.
Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente.
Faz parte do ônus do meu ofício.
E assumo tal ônus com gosto, em face da responsabilidade com que exerço a jurisdição”, disse o ministro.
Na mesma decisão, cumprida na terça-feira (11), Moraes autorizou medidas contra Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação da Prefeitura de São Luís.
Ele também é apontado como informante e, segundo o despacho do ministro, teria feito pagamentos de R$ 100 mil ao jornalista Luís Pablo para a quitação de um imóvel – informação negada pelo jornalista.
O próprio Luís Pablo já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão em março, após publicar reportagens denunciando o suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino e seus familiares no Maranhão.
Entidades de jornalismo criticaram a decisão de Moraes e manifestaram “profunda preocupação” com a medida.
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