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Professora impedida de assumir vaga por suposta falta de estrutura de saúde já lecionava no mesmo campus quando recebeu diagnóstico

G1 Rio Grande do Sul ·
Professora impedida de assumir vaga por suposta falta de estrutura de saúde já lecionava no mesmo campus quando recebeu diagnóstico

Doutora antes dos 25 anos, estudante passa em concurso mas é impedida de assumir Aprovada em concurso público para atuar como professora e impedida de assumir a vaga por suposta falta de estrutura de saúde, Manoella Treis, de 29 anos, já havia lecionado no mesmo campus quando recebeu o diagnóstico.

Devido à sua necessidade de tratamento contínuo de saúde, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) considerou que a infraestrutura de saúde disponível da cidade de Veranópolis, na Serra Gaúcha, onde ela iria lecionar, seria insuficiente para as suas condições de saúde. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Contudo, ela já havia lecionado anteriormente no mesmo campus — justamente quando recebeu seu diagnóstico.

Manoella, que foi notícia nacional ao se tornar doutora com menos de 25 anos, em 2021, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e faz tratamento para uma condição autoimune chamada doença inflamatória tipo 2.

Ela faz aplicação de medicamento injetável três vezes ao mês.

Ela foi diagnosticada com endometriose é uma doença inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao endométrio, camada que reveste a parte interna do útero, cresce fora dele, em órgãos da região pélvica ou abdominal.

O diagnóstico da doença inflamatória ocorreu em 2023, período em que já atuava como professora no campus do IFRS de Veranópolis, onde permaneceu até 2024.

Na época, ela afirma que usava a mesma medicação e alega que o tratamento não a impediu de trabalhar.

"Do ponto de vista da saúde, posso dizer que nunca estive tão bem. [...] Graças ao suporte do SUS e do plano de saúde, tenho acesso a um tratamento moderno com canetas injetáveis.

Aplico o medicamento em três sextas-feiras do mês, estratégia que me permite repousar no fim de semana sem comprometer minha rotina acadêmica e de pesquisa", explica.

Ela considera ter plena capacidade para o exercício da função e defende que seu tratamento de saúde não afetaria seu trabalho.

Após cumprir o período de contrato de dois anos, decidiu fazer a prova para conseguir uma vaga efetiva para professora de Administração no IFRS, em Veranópolis.

"O meu sonho era a carreira acadêmica e fui chamada para ser professora substituta em Administração.

Acredito que vou gerar impacto e transferir conhecimento.

A pesquisa, a ciência e o conhecimento precisam ser disseminados de alguma forma", conta.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Sul.

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