Volta às aulas: adaptação é uma parceria entre escola e família
Grande parte das escolas já está na segunda semana de aulas pós-férias. Devido à alteração na rotina, a adaptação da volta às aulas nem sempre acontece facilmente. Renata Pestana, vice-diretora pedagógica do Instituto GayLussac, explica que cada aluno processa a adaptação de forma diferente.
É preciso entender que, enquanto alguns estudantes anseiam pelo retorno, outros levam mais tempo na readaptação. A especialista ainda destaca que a adaptação depende de vários fatores, como o bem-estar emocional dos estudantes, além do sentimento de pertencimento e segurança nas relações.
"Assim como Maria Montessori defendia a importância de um ambiente organizado que favoreça a autonomia, entendemos que uma rotina previsível e afetiva oferece às crianças a confiança necessária para retomarem seu percurso de aprendizagem", explica Renata.
A parceria com a família é fundamental para garantir que a adaptação seja efetiva, já que sinais de que a adequação não está acontecendo da melhor forma. "Quando a resistência para ir à escola se prolonga, surgem mudanças importantes de humor, ansiedade excessiva, isolamento, queda no interesse pelas atividades", aponta a vice-diretora.
O trabalho de adaptação de volta às aulas inicia antes mesmo do início do período de aulas, adequando os horários. Essas pequenas adequações da rotina precisam necessariamente da parceria com a família, tanto antes das aulas quanto após o começo.
Renata Pestana sugere que familiares demonstrem interesse pelo cotidiano e acontecimentos do dia dos estudantes. "É importante conversar sobre o dia, interessar-se pelas descobertas, ouvir as dificuldades e valorizar os pequenos avanços. Crianças e adolescentes desenvolvem autonomia quando participam da organização da própria rotina e sentem que são capazes de assumir responsabilidades compatíveis com sua idade", explica.
O diálogo com crianças e adolescentes é uma forma de percepção dos sinais de que essa readaptação no segundo semestre não está sendo efetiva. A especialista aponta que, além de observar sinais comportamentais, o diálogo entre escola e família é fundamental para "identificar precocemente necessidades e construir estratégias que favoreçam o desenvolvimento integral de cada aluno".
Estimular a autonomia de estudantes é uma forma de garantir que eles possam engajar com suas próprias rotinas.
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