Equador condena ex-presidente em caso de suborno envolvendo hidrelétrica
Um tribunal do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno nesta sexta-feira (28) em um caso de suborno relacionado à construção da maior usina hidrelétrica do país, informou a Procuradoria-Geral.
A investigação foi iniciada em março de 2023, ligando Moreno, familiares e parceiros de negócios locais e chineses — incluindo o ex-embaixador da China em Quito — a uma suposta rede de corrupção ligada à construção da usina Coca Codo Sinclair, que entrou em operação em 2016 e tem enfrentado problemas técnicos desde então.
“A conduta de Lenín Moreno é compatível com as acusações apresentadas pela promotoria: o crime de suborno atribuído a um funcionário público”, disse o juiz Manuel Cabrera, presidente do tribunal, ao proferir a sentença.
Leia mais Equipes de resgate enfrentam dificuldades no Tibete após enchentes Irã pede para países não aplicarem novas sanções dos EUA Zelensky pede que Exército lance 1.000 drones por dia contra a Rússia Sua esposa e sua filha também foram condenadas.
Os promotores haviam solicitado penas superiores a seis anos para Moreno e outros 19 réus.
Segundo a Procuradoria-Geral, a Sinohydro pagou aproximadamente US$ 76,1 milhões em subornos entre 2009 e 2018 por meio de contratos de consultoria fraudulentos.
Os investigadores alegaram que os recursos foram repassados, via contas bancárias no exterior e empresas de fachada em paraísos fiscais, para a família e associados de Moreno.
A promotoria afirmou que Moreno e seus parentes próximos receberam mais de US$ 1 milhão enquanto ele ocupava o cargo de vice-presidente, entre 2007 e 2013.
Moreno, de 73 anos, tem negado sistematicamente as acusações, sustentando que não teve qualquer envolvimento na assinatura ou na supervisão dos contratos do projeto.
“Um conselho ao promotor: você está procurando no lugar errado.
Olhe para aqueles que assinaram os contratos, para aqueles que tinham o hábito de exigir propinas; você está procurando no lugar errado”, disse Moreno durante a audiência.
Moreno, que foi presidente de 2017 a 2021, retornou ao Equador vindo do Paraguai para enfrentar o julgamento.
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