Na Globo, Renan Santos defende criação de bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista
O candidato Renan Santos (Missão) é o terceiro a participar da série de sabatinas com os presidenciáveis promovidas pela TV Globo na noite desta quarta-feira, 26, e defende o desenvolvimento de bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista e soberano. A entrevista é conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli.
Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos
A primeira pergunta direcionada ao candidato do Missão foi sobre armas nucleares e a área da defesa como prioridade. Renata questionou se ele mantém a ideia de desenvolver uma bomba atômica no Brasil apesar do cenário de instabilidade internacional e Renan Santos se manteve firme de que este é o caminho para garantir a soberania do país.
Para o candidato, discutir sobre armas nucleares é o caminho que o Brasil precisa enfrentar para se tornar uma das cinco maiores nações do mundo e ser respeitado. "Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos 10 anos, de ter armas nucleares. Nem tem condições ainda de fazer a pesquisa de desenvolver isso. Mas o Brasil tem que iniciar o processo de recuperçaão de soberania, de pesquisa, para sentar na mesa de discutir com o mundo", afirmou.
A bancada da Globo questionou o candidato sobre questões maiores que impediriam esse movimento -- como a própria Constituição permitir armas nucleares apenas para fins pacíficos, trecho que aliado de Renan Santos, o deputado federal Kim Kataguiri, tentou modificar por meio de uma Proposta de Emenda à Consitutição (PEC). Renan entende que tocar no ponto pode gerar desconfortos, mas reforça que esse é o caminho para defender o território e suas riquezas perante o mundo.
"Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações. Eu posso trazer apenas dados da realidade. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por isso", defende.
As entrevistas tiveram início na segunda-feira, 24, com Romeu Zema (Novo). O candidato defendeu anistia a Bolsonaro, disse ser contra a obrigatoriedade de vacina, e sofreu mais de 10 interrupções de Renata e Tralli.
Na terça-feira, 25, foi a vez de Ronaldo Caiado (PSD). O candidato evitou responder perguntas comprometedoras, detalhar planos econômicos, tentou se colocar como 3ª via e se comprometeu com um projeto de 'anistia ampla, geral e irrestrita' aos condenados pelo 8 de janeiro para pacificar o Brasil. A entrevista foi marcada por cerca de 40 interrupções ou tentativas de interrupções de Renata Vasconcellos e César Tralli, que muitas vezes foram ignorados pelo ex-governador de Goiás.
Agora, após Renan Santos, a cronologia das entrevistas segue a seguinte ordem sorteada:
Cada entrevista tem 40 minutos de duração, com dois blocos, e um minuto para considerações finais no encerramento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.