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Espécie considerada perdida no continente por quase 50 anos reaparece e cientistas descobrem que já estava formando famílias

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Espécie considerada perdida no continente por quase 50 anos reaparece e cientistas descobrem que já estava formando famílias

Redescoberta no continente mudou o destino do menor kiwi e revelou que a ave rara já vinha formando casais reprodutores.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma espécie considerada perdida no continente da Nova Zelândia por quase meio século voltou a surpreender pesquisadores. O reaparecimento do kiwi-pukupuku , o menor entre os kiwis, mostrou não apenas que a ave ainda sobrevive em ambiente continental, mas também que já havia começado a formar casais e se reproduzir.

A espécie é o kiwi-pukupuku , também conhecido como little spotted kiwi ( Apteryx owenii ). Por quase 50 anos , ele era considerado extinto na natureza continental da Nova Zelândia, sobrevivendo apenas em ilhas livres de predadores e em áreas altamente protegidas.

Essa percepção mudou em 2025 , quando uma descoberta na costa oeste da Ilha Sul levou à confirmação genética de que um animal encontrado em uma área remota era realmente um kiwi-pukupuku. O caso alterou uma das certezas mais repetidas sobre a distribuição recente da espécie.

O processo começou com o encontro de um indivíduo em uma região isolada de South Westland. A observação foi importante, mas não bastava sozinha, porque a confirmação exata da espécie exigia testes mais detalhados.

Segundo o Department of Conservation da Nova Zelândia , os testes de DNA confirmaram em junho de 2025 que a ave encontrada pertencia de fato ao kiwi-pukupuku. A partir daí, as buscas se intensificaram para entender o tamanho real do grupo.

O resultado mais surpreendente veio quando os pesquisadores deixaram de lidar com um único registro isolado. Em vez disso, encontraram uma pequena população ainda ativa em ambiente continental, algo que não era considerado possível até pouco tempo antes.

Até o fim de 2025, nove animais haviam sido confirmados. Mais do que isso, o monitoramento mostrou a existência de pelo menos dois casais reprodutores , o que revelou que a espécie não estava apenas sobrevivendo em silêncio, mas já vinha se organizando em núcleos familiares.

Encontrar aves vivas já seria um fato raro, mas descobrir casais reprodutores muda o significado do achado. Isso indica que a população não era formada apenas por indivíduos remanescentes dispersos, e sim por um grupo com capacidade real de manter seu ciclo biológico.

O New Zealand Nature Fund informou que dois ovos foram retirados para incubação segura, e os filhotes seriam criados até alcançarem peso suficiente para se defender melhor de predadores. Esse manejo ajuda a reduzir perdas nas fases mais vulneráveis.

Os elementos centrais desse cenário ajudam a entender a importância do caso:

Por ser o menor dos kiwis, o kiwi-pukupuku enfrenta riscos ainda maiores diante de predadores introduzidos, especialmente arminhos. Os filhotes levam de dois a três anos para atingir um peso considerado mais seguro, o que prolonga o período de maior fragilidade.

Esse detalhe ajuda a explicar por que a espécie havia se mantido principalmente em ilhas livres de pragas.

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