A frota ferroviária com trens de 240 vagões que cruza o deserto sem maquinista e é monitorada a 1.500 km de distância
A rede da Rio Tinto transporta minério por mais de 1.700 quilômetros de trilhos usando computadores embarcados e controle operacional remoto
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No oeste da Austrália, composições de minério com cerca de 2,4 quilômetros atravessam uma das regiões mais remotas do país sem nenhum maquinista na cabine. O sistema AutoHaul transformou a ferrovia da Rio Tinto em uma operação autônoma de carga pesada monitorada a mais de 1.500 quilômetros de distância.
O sistema entrou plenamente em operação em junho de 2019 e foi apresentado pela Rio Tinto como a primeira rede ferroviária autônoma de longa distância para carga pesada do mundo. A infraestrutura atende as operações de minério de ferro de Pilbara e percorre mais de 1.700 quilômetros de trilhos.
Ao contrário da ideia de um operador conduzindo cada trem com um joystick, o funcionamento é realmente automatizado. Um controlador define a rota, mas computadores de bordo e sistemas do centro de operações passam a comandar velocidade, circulação e respostas necessárias durante a viagem.
As composições precisam reagir a muito mais do que simples comandos de acelerar e frear. Sistemas embarcados, sinalização ferroviária, telecomunicações e gerenciamento de tráfego trabalham juntos para permitir que diferentes trens circulem com segurança em uma rede que funciona continuamente.
O vídeo oficial publicado pela Rio Tinto registra a primeira entrega de minério realizada por um trem autônomo na região de Pilbara. As imagens mostram a composição em operação e ajudam a visualizar a escala de uma ferrovia em que o maquinista deixou de viajar dentro da locomotiva.
As composições usadas na operação chegam a aproximadamente 2,4 quilômetros de comprimento. Registros técnicos descrevem trens típicos com cerca de 240 vagões e duas ou três locomotivas, transportando aproximadamente 28 mil toneladas de minério de ferro em determinadas configurações.
Por isso, o número de “200 vagões” da descrição inicial não representa com precisão a configuração mais conhecida do projeto. Os documentos da Rio Tinto também citam aproximadamente 200 locomotivas espalhadas pela rede, o que provavelmente ajuda a explicar a confusão entre locomotivas e vagões.
O núcleo tecnológico combina computadores embarcados com sistemas de sinalização, telecomunicações e gerenciamento de tráfego. A Hitachi Rail participou da integração desses elementos, permitindo que a composição siga limites de velocidade, respeite a circulação de outros trens e responda a condições que exigem uma parada segura.
A inteligência artificial, porém, merece uma correção importante. Ela não foi originalmente a base de toda a autonomia. Tecnologias de IA vêm sendo testadas posteriormente para ampliar a detecção de pessoas, animais, veículos e problemas na via por meio de câmeras e sensores, com alcance experimental de até cerca de dois quilômetros.
A rede é acompanhada pelo Operations Centre da Rio Tinto em Perth.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.