Zema fala em 'acabar com gastança desenfreada' para fazer taxa de juros cair, durante agenda no RS
Romeu Zema responde a pergunta sobre dívida pública Em agenda no Rio Grande do Sul, o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, durante entrevista à Rádio Guaíba, que pretende reduzir os gastos do governo federal para fazer a taxa de juros cair, caso eleito.
Ele também defendeu uma reforma administrativa e o fim de supersalários, privilégios e despesas consideradas desnecessárias.
"Eu vou fazer o governo acabar com essa gastança desenfreada, que é o que causa esse grande mal", afirmou. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo Zema, o governo federal gasta mais do que arrecada e, por isso, precisa recorrer a empréstimos de valores cada vez maiores.
Na avaliação dele, esse cenário pressiona os juros.
"O Banco Central deixa a taxa de juros no patamar em que ela está porque isso ocorre pelo motivo da gastança do governo federal.
O governo federal hoje gasta muito mais do que arrecada", disse.
Zema comparou a atuação do Banco Central ao uso de um termômetro para medir a febre.
Para ele, o governo deve agir sobre as causas dos juros elevados, em vez de responsabilizar a instituição pela manutenção das taxas.
"Você tem de alterar a temperatura do corpo e não a temperatura do termômetro", afirmou.
"Eu vou fazer uma reforma administrativa, acabar com os super salários, acabar com os privilégios, com as mordomias, com os gastos desnecessários que a gente vê aí, corre solto no governo federal", declarou.
Zema também relacionou os juros ao endividamento das famílias e ao custo de produtos comprados por financiamento, como celulares, motos e carros.
"Taxa de juros alta significa o quê? Significa prestação lá em cima.
A pessoa compra um carro e paga dois ao final", disse.
Zema também afirmou que pretende proibir as plataformas de apostas esportivas, as chamadas "bets".
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