Defesa de vítimas que denunciaram padre por crimes sexuais em SP aponta omissão da Igreja no caso
Polícia pede a prisão de padre suspeito de assédio contra coroinhas O advogado que defende as vítimas do padre Mário Reis da Silveira, investigado por crimes sexuais contra coroinhas de uma igreja de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto (SP), criticou a atuação da Igreja Católica no acolhimento das vítimas.
Em nota, o advogado Felipe Silveira afirmou que as vítimas procuraram a igreja diversas vezes para denunciar os casos, mas tiveram os pedidos negligenciados.
"É fundamental destacar e repudiar a total omissão da Igreja Católica em dar o devido amparo às vítimas que, ao longo de todos esses anos, procuraram a instituição para denunciar.
Em vez de acolhimento e proteção, o que se viu foi negligência acobertando a dor de quem já estava em situação de extrema vulnerabilidade". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto já havia negado as acusações.
Em nota, afirmou que adotou as providências cabíveis desde que tomou conhecimento das denúncias, instaurou procedimentos canônicos, cooperou com as autoridades e mantém “tolerância zero” contra qualquer forma de abuso sexual, especialmente contra crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis.
O g1 entrou em contato novamente com a instituição, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
A reportagem também questionou o Vaticano por e-mail, mas a assessoria de imprensa da Santa Sé orientou a tratar da questão diretamente com as autoridades locais.
"Em relação ao seu pedido, sugerimos que entre em contato diretamente com a diocese competente", comunicou.
Padre Mário Reis da Silveira é alvo de denúncia por crimes sexuais em Ribeirão Preto (SP) Reprodução/EPTV Pedido de prisão A Polícia Civil pediu na última quinta-feira (13) à Justiça a prisão preventiva do padre Mário Reis da Silveira, afastado desde março das atividades da igreja em Bonfim Paulista.
O inquérito policial concluiu que o religioso cometeu os crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas da igreja.
Agora, o Ministério Público vai analisar se oferece ou não denúncia contra o padre.
Não há prazo para a manifestação.
O processo corre sob segredo de Justiça.
Em nota, o advogado Pedro Brichi Seixas dos Reis, que defende o religioso, afirmou que a conclusão da investigação não significa culpa e criticou a apuração da Polícia Civil.
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