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Irã afirma que não recuará até ‘derrota total’ de EUA e Israel

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Irã afirma que não recuará até ‘derrota total’ de EUA e Israel

O governo do Irã voltou a endurecer neste domingo (16/08) o discurso contra os Estados Unidos e Israel . Em comunicado, afirmou que não recuará até alcançar a “derrota total” do que classificou como o “inimigo americano-sionista” na região.

A declaração foi divulgada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas iranianas em meio à escalada de tensão em torno do Estreito de Ormuz , principal rota marítima para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico.

O comunicado foi divulgado durante as comemorações do aniversário do retorno dos prisioneiros de guerra iranianos após o conflito entre Irã e Iraque (1980-1988). A mensagem, porém, extrapolou o caráter comemorativo e assumiu tom de advertência direta a Washington após novas ameaças dirigidas ao Irã.

“O Estado-Maior Conjunto assegura (ao povo iraniano) que não recuaremos até a derrota total do inimigo americano-sionista na região, até a conquista dos direitos do heroico povo iraniano e até que o inimigo se renda”, afirmou o comando militar. O órgão também declarou que não cederá às “legítimas exigências do povo” nem às orientações do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei .

A declaração ocorreu dois dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende declarar o Estreito de Ormuz como território estadunidense depois de, segundo ele, “derrotar o Irã”. Trump também disse que Washington já exerce controle efetivo sobre a passagem marítima e que nenhum navio atravessa o estreito sem autorização dos Estados Unidos.

A ameaça provocou reação imediata de Teerã. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou que Ormuz “foi, é e continuará sendo iraniano” e que o controle do estreito não pode ser obtido “nem com um tuíte, nem com um porta-aviões, nem com um decreto”. As declarações foram feitas enquanto o impasse entre Washington e Teerã se aprofundava.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Desde então, o conflito se espalhou para outras áreas do Oriente Médio e afetou rotas internacionais de navegação.

O Irã passou a utilizar Ormuz como um dos principais instrumentos de pressão contra Washington. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mantêm uma presença naval significativa na região e afirmam que têm capacidade para garantir a passagem de embarcações.

A declaração deste domingo representa mais um capítulo de uma posição que o governo iraniano vem repetindo nos últimos dias: a reabertura do estreito não depende apenas de um acordo sobre navegação, mas está vinculada ao desfecho mais amplo da guerra na região.

Na terça-feira (11/08), o recém-nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o estreito permaneceria fechado enquanto os Estados Unidos não mudassem sua postura e não aceitassem as condições apresentadas por Teerã.

Segundo a Reuters , entre as exigências iranianas estão a liberação de ativos iranianos congelados no exterior e o encerramento dos conflitos em diferentes pontos do Oriente Médio, incluindo Gaza e Líbano.

Posteriormente, em uma publicação na rede X, Rezaei foi ainda mais explícito.

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