Biscoitos recheados de petróleo? Entenda a notícia falsa desmentida pela Anvisa
Crocantes, doces e com recheio cremoso, os queridos biscoitos recheados se tornaram alvo de uma polêmica nas redes sociais em agosto.
Vídeos começaram a circular afirmando que o recheio de bolachas da marca Oreo, uma das mais vendidas do mundo, leva derivados de petróleo em sua composição, substâncias tóxicas para os seres humanos.
Os conteúdos alegavam que o alimento possui gordura lavada em hexano, um solvente derivado do petróleo, e que essa informação estava escrita na própria embalagem do produto, na inscrição “contém ingredientes feitos por bioengenharia”.
O resultado foi uma onda de preocupação entre os consumidores, que passaram a acreditar que a bolacha poderia causar danos à saúde – e que isso havia sido autorizado pelos órgãos competentes.
Mas trata-se de uma fake news .
Não há petróleo na composição das bolachas.
Substâncias desse tipo são utilizadas no processo de produção de alguns alimentos, e não são ingredientes propriamente inseridos na receita.
Funciona assim: o hexano é utilizado na fabricação das gorduras vegetais – mas evapora quase completamente.
Até o fim do processamento resta, no máximo, um miligrama de hexano por um quilo de alimento.
A quantidade é tão baixa que não implica em nenhum risco à saúde dos consumidores.
Continua após a publicidade Ou seja, o ingrediente real utilizado nas bolachas é a gordura vegetal, e não o hexano, que sequer consta na lista de ingredientes.
A própria Anvisa, que realiza a fiscalização do hexano nos alimentos, divulgou um comunicado esclarecendo a desinformação.
O documento reitera que a composição do alimento (que leva ingredientes como farinha, gordura, açúcar e emulsificantes) e as etapas de fabricação dos ingredientes são dois processos distintos.
Durante a fabricação da gordura, o hexano é utilizado como um “coadjuvante de tecnologia”, atuando como um solvente que é posteriormente removido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.