Por que ainda é tão difícil para o Brasil transformar suas plantas medicinais em produtos farmacêuticos
João Batista Calixto é diretor presidente do CIEnP (Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos) e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
O Brasil vive um paradoxo.
É uma das maiores potências mundiais em biodiversidade .
O país possui uma longa tradição de uso de plantas medicinais.
E ainda conta com uma comunidade científica capaz de produzir conhecimento de qualidade internacional.
Mas essa combinação ainda não se transformou em patentes, medicamentos inovadores e produtos com valor agregado para a sociedade.
A nossa biodiversidade precisa ser encarada não apenas como patrimônio ambiental, mas também como infraestrutura estratégica para Ciência, tecnologia, saúde.
E também para o desenvolvimento de produtos inovadores na área da bioeconomia.
Isso não significa transformar os ecossistemas em simples fontes de matérias-primas.
Por meio de utilização sustentável, precisamos gerar conhecimento, produtos de alto valor agregado e benefícios econômicos para a sociedade.
E também devemos incluir as comunidades detentoras de conhecimentos tradicionais.
O Brasil ainda reúne poucos exemplos de sucesso dessa transformação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.