Caso Samylle: Justiça mantém prisão preventiva de tio que confessou agressões
Caso Samylle: mais pessoas da família podem ser investigadas, diz delegada Após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (21), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a prisão preventiva de Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, que confessou ter agredido a sobrinha Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, que morreu na última segunda-feira (17).
O acusado é assistido pela Defensoria Pública.
A Polícia Civil tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "O cumprimento do mandado de prisão foi considerado regular.
O custodiado solicitou que sua defesa seja realizada pela Defensoria Pública", disse o órgão, em nota.
Outras pessoas da família também podem ser consideradas suspeitas com o avanço da investigação, segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, que é tratado como homicídio doloso.
O atestado de óbito confirmou a causa da morte da menina como politraumatismo.
"No momento da morte, estava somente o suspeito e a menina.
Porém, claro, conforme o laudo pericial constatar outras lesões ou alguma outra informação, podemos abranger, aumentar esse leque." A polícia aguarda os laudos da perícia para entender as circunstâncias do óbito.
Quanto à possibilidade de responsabilização de outras pessoas, a delegada explica que depende do quanto familiares tinham conhecimento das agressões.
"Precisamos também verificar qual foi o horário da morte, comparar com o horário que essa criança foi levada até a UPA, para entender todo esse contexto das últimas horas de vida da menina", acrescenta.
Samylle morava há cerca de dois meses com os tios, com aval do Conselho Tutelar.
Ela chamava de pai o homem investigado pelo crime.
Ele foi preso preventivamente na manhã de quinta-feira (20).
Segundo a delegada, o tio justifica que agrediu a menina em razão dela "ter evacuado nas vestes".
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