Caso Samylle: inquérito será concluído em 10 dias, diz delegada
Caso Samylle: mais pessoas da família podem ser investigadas, diz delegada Com a prisão do tio de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, que morreu na última segunda-feira (17) após ser agredida em Porto Alegre, a Polícia Civil tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito.
Além de Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, que confessou as agressões, outras pessoas da família também podem ser consideradas suspeitas com o avanço da investigação, segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, que é tratado como homicídio doloso.
O atestado de óbito confirmou a causa da morte da menina como politraumatismo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "No momento da morte, estava somente o suspeito e a menina.
Porém, claro, conforme o laudo pericial constatar outras lesões ou alguma outra informação, podemos abranger, aumentar esse leque." O g1 busca a defesa de Staubus, mas até a última atualização desta reportagem ele não havia constituído advogado.
A polícia aguarda os laudos da perícia para entender as circunstâncias do óbito.
Quanto à possibilidade de responsabilização de outras pessoas, a delegada explica que depende do quanto familiares tinham conhecimento das agressões.
"Precisamos também verificar qual foi o horário da morte, comparar com o horário que essa criança foi levada até a UPA, para entender todo esse contexto das últimas horas de vida da menina", acrescenta.
Samylle morava há cerca de dois meses com os tios, com aval do Conselho Tutelar.
Ela chamava de pai o homem investigado pelo crime.
Ele foi preso preventivamente na manhã de quinta-feira (20).
Segundo a delegada, o tio justifica que agrediu a menina em razão dela "ter evacuado nas vestes".
Ele disse que teria dado palmadas na criança com o intuito de educá-la.
"Falava como se estivesse arrependido.
Dizia que nunca desejou a morte da menina, dizia que nunca tinha cuidado de uma criança.
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