PF: Pixbet remonta estrutura de lavagem de esquema de 2018 na saúde
A Polícia Federal (PF) afirma que o esquema de lavagem de dinheiro usado pelos donos da casa de apostas online Pixbet tem as mesmas estruturas de um grupo criminoso, desmantelado no fim de 2018, que desviou milhões de reais da saúde pública na Paraíba.
Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos paraibano e carioca desarticulou uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, organização sem fins lucrativos, que administrava hospitais em vários estados.
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Ele era vice-presidente do Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba , cujo diretor administrativo financeiro era Sérgio Augusto Motta.
As mesmas pessoas que lavavam dinheiro desviado da saúde pública hoje operariam a estrutura financeira da casa de apostas.
Oito anos depois, esses personagens voltam a aparecer.
Eles são investigados importantes nos inquéritos que culminaram na Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13/8).
Segundo a investigação, Motta é dono oculto da Anspace Instituição de Pagamentos LTDA.
A mãe de Daniel Gomes da Silva, de 71 anos, consta como dona da empresa.
Para os investigadores, Motta é o verdadeiro dono da empresa, que é “administrada de fato” por Silva.
O papel da Anspace Um dos principais alvos da operação desta semana é Enzo Stephani.
Investigado como operador financeiro da organização suspeita de exploração de jogos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, ele recebeu R$ 7,5 milhões da Bank Tecnologia e Serviços Digitais S/A, representada por Motta e ligada à Anspace.
A Anspace, diz a investigação, fez 1.475 operações financeiras, que ultrapassam R$ 1,5 bilhão.
A maioria das operações foram na modalidade câmbio eFx – pagamento e transferência internacional regulamentado pelo Banco Central (BC) .
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