Decano do jornalismo da fronteira, João Natalício morre aos 78 anos
O jornalista João Natalício de Oliveira, de 78 anos, um dos nomes mais conhecidos da imprensa na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, morreu na noite desta segunda-feira (12), no Hospital da Cassems, em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
Conhecido pelas iniciais JN, ele dedicou mais de 4 décadas ao jornalismo regional, participou da criação de veículos de comunicação e acompanhou transformações políticas, econômicas e sociais de Ponta Porã e Dourados.
A morte foi divulgada nesta terça-feira (13).
Amigos informaram que João Natalício estava internado há pelo menos 40 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital particular.
Durante o período de internação, familiares e profissionais da imprensa fizeram manifestações de apoio e pedidos de oração pela recuperação do jornalista.
A trajetória de João Natalício começou a ganhar destaque em Dourados, onde fundou e dirigiu o Jornal da Praça, publicação que posteriormente passou a circular também em Ponta Porã, cidade onde consolidou sua carreira a partir de 1980.
Na época, os jornais impressos estavam entre os principais meios de divulgação dos acontecimentos locais.
Foi nesse cenário que João Natalício construiu sua reputação, acompanhando disputas eleitorais, decisões administrativas, acontecimentos sociais e o cotidiano da população que vive na fronteira.
À frente do Jornal da Praça, também promovia eventos de reconhecimento público, como premiações dos destaques do ano.
Entre as iniciativas mais conhecidas estava o Baile do Jornal da Praça, realizado na década de 1980 e lembrado como um importante acontecimento social de Ponta Porã, com participação de moradores da cidade brasileira e da vizinha Pedro Juan Caballero.
O jornal funcionava como espaço de divulgação de acontecimentos e de reconhecimento de pessoas e instituições que participavam da história local.
Depois de sua passagem pelo Jornal da Praça, o jornalista fundou o Jornal de Notícias, publicação que passou a dirigir ao lado da esposa, Isolina de Oliveira, sua companheira também no trabalho.
O periódico tornou-se mais um capítulo de sua trajetória, mantendo a circulação impressa mesmo diante da expansão dos portais de notícias e das redes sociais.
Mesmo com as mudanças na maneira de produzir e consumir notícias, João Natalício continuou ligado ao jornalismo impresso.
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