Taxas longas têm baixas firmes sob influência de eleição e Treasuries
SÃO PAULO, 8 Out (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira com baixas, em especial entre os contratos de longo prazo, ainda refletindo a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da disputa pelo Planalto.
A queda dos rendimentos dos Treasuries, que mais cedo exibiam altas, também justificou a retração das taxas futuras no Brasil.
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Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,6%, com recuo de 18 pontos-base ante 12,779%.
Desde domingo, com o resultado do primeiro turno, a taxa do DI para janeiro de 2035 acumulou queda de 153 pontos-base, em meio à avaliação de que Flávio é o favorito na disputa com Lula.
Nesta quinta-feira, após oscilarem próximas da estabilidade na abertura, as taxas dos DIs migraram para o território negativo, influenciadas tanto pelo “trade eleitoral”, que mantém o apetite dos investidores ao risco, quanto pelo cenário externo.
Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, que mais cedo exibiam altas firmes, desaceleraram durante a manhã e se firmaram em baixa à tarde, ainda que o petróleo Brent tenha se mantido em alta.
Essa perda de força dos rendimentos dos Treasuries trouxe uma pressão de baixa para a curva brasileira, conforme um profissional ouvido pela Reuters, em movimento corroborado pela pesquisa de intenções de voto PoderData/Aya, divulgada mais cedo.
Conforme o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 53% dos votos válidos na simulação de segundo turno, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.
Os investidores aguardam agora a divulgação da nova pesquisa do Datafolha, programada para o início da noite.
No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste.
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