Após 9 meses de missão e muitas queixas, porta-aviões dos EUA deixa o Oriente Médio
WASHINGTON — A missão do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln no Oriente Médio chegou ao fim.
A embarcação, juntamente com sua tripulação de cerca de 5.000 marinheiros, iniciou nesta quinta-feira (20) a viagem de retorno para San Diego, após nove meses de deslocamento.
Outro porta-aviões, o USS George Washington, baseado no Japão, assumiu seu lugar.
Uma autoridade dos EUA confirmou a partida do Abraham Lincoln, já mencionada pelo almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), em um artigo publicado no The Wall Street Journal no domingo.
“Boa sorte e aproveitem a merecida reunião com suas famílias em breve”, escreveu o almirante.
O Abraham Lincoln esteve mobilizado no Oriente Médio como parte das operações americanas contra o Irã.
Nas últimas semanas, surgiram relatos sobre a deterioração das condições de vida a bordo devido a desafios logísticos provocados pela destruição, pelo Irã, de uma base naval americana em Manama, no Bahrein, que funcionava como um importante centro de abastecimento.
O navio deixou San Diego em 21 de novembro e passou todos os 272 dias seguintes no mar, com exceção de uma breve parada em Guam, em dezembro, e outra em Omã para reabastecimento.
Milhares de marinheiros não tiveram dias de descanso durante o período e agora enfrentam uma viagem de cerca de 21 mil quilômetros até a Califórnia, que pode durar entre quatro e cinco semanas.
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Em seu artigo, Cooper classificou muitas dessas questões como “notícias antigas”.
Em uma publicação nas redes sociais no domingo, o Comando Central desejou ao Lincoln “ventos favoráveis e mares tranquilos”, uma tradicional despedida da Marinha dos EUA que remonta à era das embarcações à vela.
Já nesta quinta-feira, outro comunicado informou que o USS George Washington chegou ao Oriente Médio e passou a operar sob o comando do Centcom na quarta-feira.
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