Guerra do Irã: porta-aviões 'de emergência' dos EUA chega ao Oriente Médio
Aeronaves estacionadas no porta-aviões USS George Washington no Mar Arábico, no Oriente Médio, em 20 de agosto de 2026.
Divulgação/Exército dos Estados Unidos O porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio na quarta-feira para atuar na guerra contra o Irã, anunciou nesta quinta-feira (20) o Exército dos Estados Unidos.
“O Grupo de Ataque do porta-aviões George Washington está operando no Oriente Médio em uma mobilização programada, após ter chegado ontem à área de responsabilidade do Comando Central”, afirmou no X o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), responsável pelas forças norte-americanas na região. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O porta-aviões demorou pouco menos de uma semana para chegar ao Oriente Médio a partir de sua base no Japão, onde geralmente fica estacionado.
Sua ida à região para integrar os esforços dos EUA na guerra contra o Irã, no entanto, foi considerada por especialistas como um movimento "de emergência" do governo Trump, porque "criou um buraco" na região do Pacífico, que ficou momentaneamente sem a presença de um poderio militar robusto.
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O USS George Washington é acompanhado por um grupo de ataque composto por navios de guerra e outras embarcações de apoio.
Ele substituirá o USS Abraham Lincoln, que tem sofrido com problemas técnicos e com problemas de saúde mental entre os tripulantes.
Agora no g1 USS George Washington no Oriente Médio cria 'buraco' no Pacífico, diz analista O governo Trump utilizou sua "reserva de emergência" ao enviar o porta-aviões USS George Washington ao Oriente Médio em meio à guerra com o Irã, o que "criou um buraco" na região do Pacífico e impactou na capacidade de responder a ameaças globalmente, segundo um analista ouvido pelo jornal "The New York Times".
Segundo John Ismay, repórter do "New York Times" que cobre o Pentágono e se especializou em questões estratégicas, a função do USS George Washington é servir como um "reserva" para os restantes dos porta-aviões norte-americanos, porém, no restante do tempo tem o objetivo de servir como dissuasão na região do Pacífico.
"Uma coisa que acho que ainda não discutimos é que o porta-aviões que a Marinha mantém permanentemente destacado no Japão, junto à 7ª Frota dos EUA, está lá basicamente para emergências (...) e esse navio está sendo enviado neste momento para substituir o Lincoln.
Isso cria o que se chama de custo de oportunidade. (...) O deslocamento do USS George Washington para o Oriente Médio significa que há uma lacuna no Pacífico que não é facilmente preenchida", afirmou Ismay ao podcast The Daily, do jornal norte-americano.
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